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Oh, James!

jaymzh18

Meninas, eu estou viciada em James Hetfield. James *fuckin’* Hetfield. Este homem dizendo “YEAH” é algo divino, transcedental.

Eu não sei se quero ser a guitarra ou o microfone. Ou as duas coisas.

Ou de repente estar na direção do olhar dele.

Anyways, I’m drooling >_____________<

Os meus vizinhos acham que eu sou uma bruxa.

A minha sorte é que o número do apê não é 71. Senão… já viu, néam?

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In other news:

COMPREI A PORCARIA DO MÓVEL PRA SALA!!!!!!!!!

Chega de tv no chão, de playstation pegando poeira em cima de caixa de papelão, de livros e mangás dentro da maldita caixa de papelão: em 15 dias, tudo estará organizado num pooota móvel maneiro e totalmente original.

Porque eu comprei num brechó!!!!

James Hetfield cheirando a leite

Parafraseando a Babs: eu faço o James Hetfield à vista, na lata, sem enrolação, pagando IN CASH. E pra não dizer que eu não sou uma pessoa atualizada, foteenha mais nova do tio James:

James Hetfield de novo!

Mas de todas as fotos que encontrei, essa foi a minha favorita:

Oh, James...

*insira seu pensamento impróprio para menores aqui*

Faraway, so close

Coal to diamonds

I think I feel a little hurt,
My fists are turning coal to diamonds,
Why no one told me so much work
would all go into trying

Oh but the feelings ain't the same,
How some things never change,
Well nobody is perfect
and I knew better anyways

I thought about till my head-- hurt
I thought about it, but it only made things worse
I thought about it till my head--hurt
I thought about it but it only made things worse
So I was wrong
What could I do
Knew all along

I think I feel a little hurt
My fists are turning coal to diamonds
Why no one told me so much work
would all go into trying

Oh but the feelings ain't they strange
How some things never change
Well, nobody is perfect
and I knew better anyway

I thought about till my head-- hurt
I thought about it but it only made thinsg worse
I thought about it till my head hurt
I thought about it but it only made things worse
So I was wrong
what could I do?
I knew all along

I'm a fool for you.

Sabe, eu acho que em todo ambiente de trabalho deveria haver uma sala anti-stress. Com um sac de areia, ringue de box, vários bonecos joão-bobo, uma microsala com abafamento de som e paredes acolchoadas onde você pode se trancar, gritas e espancar as paredes, um karaokê e muita bebida. Um psicólogo também viria a calhar.

É por uma questão de saúde pública.

No meu ambiente de trabalho há dois fatores cruciais que proporcionam uma sensação terrível de desconforto, pensamentos homicidas e até mesmo baixa auto-estima: a questão hierárquica e a cultura do “gaman“.

A hierarquia é algo muito importante entre os japoneses – acho que mais ainda quando eles vivem fora do Japão. Digo isto porque, enquanto morei lá, todas as vezes que usei forma honorífica para falar com professores, eles me diziam: “não precisa falar assim comigo, é muito frio”. Aqui, deve-se utilizar forma honorífica quase sempre; não se pode também esquecer quem manda. Muitas vezes não importa se você fez um bom trabalho, ou se a sua idéia é melhor: o chefe sempre tem razão. Se você levou bronca, é porque mereceu.

Gaman“, em japonês, é uma palavra que tem a idéia de você “suportar”, “agüentar” (com trema) qualquer situação. Some ao fator anterior o maldito gaman e você tem como resultado uma pessoa altamente estressada e que não tem muitas vezes como estravasar este tipo de sentimento.

Então, como alguém assim pode se sentir motivado à ir para o trabalho? Como alguém que, só tendo um dia de folga na semana, pode dar conta de preparar tudo de antemão? Como alguém consegue comer bem, limpar a casa, fazer compras, ter vida social e trabalhar ao mesmo tempo?

Senhoras e senhores, precisamos de uma sala anti-stress em todos os cantos deste país.

Noite de outono

Ao filho do vizinho

Cantam parabéns.

- – -

Aqui estou eu, preparando mais uma aula de Literatura Japonesa. É a única aula que, admito, preparo com gosto. Deve ser porque sou uma rata de biblioteca, uma traça de livros, uma nerd assumida.

Na desolação da minha mesa, um zilhão de papéis se acumulam e eu vou flutuando sobre eles, catando uma coisinha ali, uma outra aqui – vasculhando os escritos de Sonia sensei, minha querida professora de Literatura Japonesa. Ela não sabe, mas muito do material que ela guardava na sala dos professores da faculdade está agora em cativeiro aqui na Tijuca.

Eu lembro das aulas dela, lembro do quanto gostava das poesias antigas. Lembro do curso especial sobre haicai. “Qualquer um, seguindo as regras, pode escrever um haicai”, ela nos dizia. Naquele dia – era dia dos namorados, até disso eu me lembro – compusemos vários haicais. O meu foi o seguinte:

Sol de inverno -

No espelho

Um rosto pálido sorri.

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Oh, o spleen.

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Sei lá, mas parece que agora que estou do outro lado da sala, as pessoas estão muito menos interessadas em literatura. De repente sou eu que me empolgo muito; ou eu não sei realmente proporcionar duas horas interessantes no mundo da literatura japonesa. Só sei que eu me divirto sozinha naquela sala.

Coma white

_ Então: quando foi exatamente que você começou a sentir as náuseas, a falha de memória?…

_ Há mais ou menos uma semana, doutor. Eu não sei mais o que fazer: já tomei um monte de remédios, chás milagrosos, já fui benzido por uma preta-velha e por um pastor. Esta coisa não sai de mim.

_ Calma, rapaz. Eu preciso saber o que aconteceu um pouco antes dessas reações estranhas aparecerem. Precisamos refazer os seus passos até encontrarmos a origem disso tudo.

_ É difícil lembrar com detalhes… Lembro de uma sexta à noite. Lembro dos drinks, da aposta pra ir falar com a morena de vestido vermelho no bar; lembro de ir ao banheiro, meio tonto, e tinha esse velho careca logo ao meu lado.

_ Sim… E quem foi falar com a morena no bar?

_ Bem… Lembro do rosto dela entre os meus lençóis, já que o doutor quer saber.

_ Sei, sei. E do que mais você se lembra?

_ Lembro de que aos três anos, caí do triciclo e nunca mais fui na casa da minha tia-avó.

_ Sua memória parece estar desorganizada. Você consegue me dizer o que comeu ontem no café da manhã?

_ … Acho que não.

_ Vamos precisar de alguns exames. Enquanto isso, tome este remédio duas vezes ao dia. Marque sua próxima consulta para a semana que vem, no mesmo horário.

_ Sim, doutor. Obrigado.

- – -

Do lado de fora, seis pessoas esperavam pelo atendimento. Uma senhora gorda e muito maquiada; um menino esquálido, ouvindo som na última altura; um jovem de mais ou menos vinte e tantos, de terno e gravata; uma punk de cabelos verdes e calça mais verde ainda; uma senhora de uns cinquenta anos roendo as unhas; e um velho careca com um paletó surrado.

_ Você…

_ Cuidado. Eles podem te ouvir.

Aos playboys

Sei bem que, em uma época na qual textos de no máximo 140 caracteres fazem sucesso, escrever o tanto que farei neste post será um verdadeiro exercício de paciência. Mas eu sou uma ultra-romântica (com hífen) e não desisto nunca; então, vamulá.

Este post é dedicado aos cinco idiotas que, na madrugada de sábado, berraram para mim e mais duas pessoas: “ei, seus emos: vão tomanucu!”

Bem, eu não sou emo, não pretendo ser e pouco me importa quem é. O que me dói é um filhinho de papai se achar no direito de xingar qualquer pessoa a qualquer hora do dia. Entendo que deve ser difícil para esse tipo de ser humano perceber que as pessoas não se classificam dentro de caixinhas nas quais se lê “roqueiro”, “pagodeiro”, “funkeiro”, “emo”, “gótico”, etc. Mas já que só entendem as coisas dessa forma… Eu admito: eu sou gótica. Pior ainda: eu sou wicca.

É. Então, dá próxima vez que for me xingar, cuidado: eu posso muito bem jogar um feitiço ou cuspir ácido em cima de vocês.

E tenho dito.

Mas que semaninha mais esquisita, sô! Trabalha um dia, folga no outro; trabalha outro dia, folga em um. Meu relógio biológico está todo desregulado. Ainda bem que tudo volta ao normal amanhã – pra mim, pelo menos.

O pior é que tudo aquilo que eu havia prometido a mim mesma resolver nesta golden week não vingou: mal corrigi o que precisava ser corrigido, não preparei nem metade das aulas, não estudei… A preguiça é uma droga.

Retomando ao tópico Bug’s Life: desde a aplicação do maravilhoso pulgas exterminator tabajara não vejo sinal das malditas em meu lar. Vamos manter o pensamento positivo! No mês que vem é que veremos realmente o resultado.

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O título foi só pra chamar anteção pra música Jorge Maravilha, do Chico Buarque. Ouvi hoje no rádio e não pude conter o sorrisinho no canto da boca.

(confesso que Sr. Buarque dava um bom caldo quando era rapazola. Ai, meus pecados!)

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