Jim Morrison

Não me lembro qual foi a primeira vez ou a primeira música que escutei do The Doors. Lembro-me de uma noite muito quente de verão e de estar com a capa do LP nas mãos. Era impressionante ouvir aquela voz, aquela melodia ecoando pela sala; e lembro, é claro, que não entendia quase nada do que Jim Morrison cantava. Naquela época o meu inglês não passava de I-am-you-are e olhe lá.

Agora eu tenho um álbum duplo com coletânea das melhores músicas, o primeiro álbum deles – com Light My Fire, provavelmente o melhor primeiro single de todos os tempos – e ganhei do meu namorado o álbum que tanto queria, que só tive emprestado de meu primo: a trilha sonora do filme.

Assisti pela primeira vez ao filme de Oliver Stone quando tinha 14 anos, e assisti novamente uma semana depois. Era fim de tarde e eu me achei pequena demais, limitada demais para continuar dentro de casa depois de ver a interpretação de Val Kilmer – pra mim ele havia sido incorporado pelo espírito de Jim Morrison. Nada mais poderia explicar. Saí sem saber direito pra onde ia, e acabei no segundo andar de uma galeria ouvindo uma fita k-7 com o que eu tinha da banda.

Quando tive o álbum com a trilha sonora pela primeira vez em minhas mãos tentei me lembrar das fotos de Jim que já havia visto. Reza a lenda que a capa do álbum é metade do rosto de Jim e a outra metade de Val Kilmer. Eu acredito nisso até hoje.

Além de cantor, Jim Morrison também era poeta. Segue abaixo duas das minhas poesias favoritas.

– – –

Ghost Song

Awake.
Shake dreams from your hair
my pretty child, my sweet one.
Choose the day and choose the sign of your day
the day’s divinity
First thing you see.

A vast radiant beach and cooled jeweled moon
Couples naked race down by it’s quiet side
And we laugh like soft, mad children
Smug in the wooly cotton brains of infancy
The music and voices are all around us.

Choose they croon the Ancient Ones
the time has come again
choose now, they croon
beneath the moon
beside an ancient lake

Enter again the sweet forest
Enter the hot dream
Come with us
everything is broken up and dances.

Indians scattered,
On dawn’s highway bleeding
Ghosts crowd the young child’s,
Fragile eggshell mind

We have assembled inside,
This ancient and insane theater
To propagate our lust for life,
And flee the swarming wisdom of the streets.

The barns have stormed
The windows kept,
And only one of all the rest
To dance and save us
From the divine mockery of words,
Music inflames temperament.

Ooh great creator of being
Grant us one more hour,
To perform our art
And perfect our lives.

We need great golden copulations,

When the true kings murderers
Are allowed to roam free,
A thousand magicians arise in the land
Where are the feast we are promised?

One more thing

Thank you oh lord
For the white blind light
Thank you oh lord
For the white blind light

A city rises from the sea
I had a splitting headache
From which the future’s made

– – –

Stoned Immaculate

I’ll tell you this…
No eternal reward will forgive us now
For wasting the dawn.

Back in those days everything was simpler and more confused
One summer night, going to the pier
I ran into two young girls
The blonde one was called Freedom
The dark one, Enterprise
We talked and they told me this story
Now listen to this…
I’ll tell you about Texas radio and the big beat
Soft driven, slow and mad
Like some new language
Reaching your head with the cold, sudden fury of a divine messenger
Let me tell you about heartache and the loss of god
Wandering, wandering in hopeless night
Out here in the perimeter there are no stars

Out here we is stoned
Immaculate.

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Autor: Lis

A wicked witch.

Um comentário em “Jim Morrison”

  1. Olá! Parabéns pelo post!

    Não conhecia seu blog, tentarei acompanhar com certa freqüencia.

    Assim como você, também sou fã de James Douglas Morrison. Vi que letras é a sua praia. Cheguei a comprar um livro importado de Portugal, editado pela Assírio e Alvim, bi-língue, inglês-português de Jim.

    Aparentemente não foi lançado no Brasil, por isto muitos brasileiros não sabem que existe a possibilidade de se comprar Jim em português, embora custe um pouco caro importá-lo.

    Fica a dica para outros fãs. Os livros lançados de Jim pela A.A são “Os mestres e As criaturas novas” e “Uma oração americana”, além de uma biografia escrita por Jerry Hopkins e Danny Sugerman (seu empresário).

    Um fato sobre o filme de Oliver Stone que deve ser ressaltado, embora considere um excelente filme, é que os companheiros de Jim não curtiram o filme.

    Eles consideram o Morrison que deram para Val Kilmer interpretar,um elemento barra pesada, sem a singeleza e a parte brincalhona que ele tinha latente, na maior parte do tempo. Isto eu vi em uma entrevista de Ray Manzarek (tecladista) há uns dez anos atrás à MTV americana, nos tempos em que a MTV ainda se interessava por rock clássico.

    Um abraço!

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