Vontade

Eu sou professora, formada em Letras pela UFRJ. Sou bacharel em língua japonesa e portuguesa e, ao concluir o curso, tornei-me apta a lecionar estas duas línguas e suas respectivas literaturas.

O meu objetivo ao ingressar na faculdade era algo completamente diferente. Acredito que isso aconteça com a maioria das pessoas. Porém, logo no segundo ano de faculdade, surgiu a oportunidade de ser monitora de língua japonesa e lecionar no CLAC – Curso de Línguas Aberto à Comunidade – da UFRJ. Pois fiz a prova, passei e desde então leciono língua japonesa… E adoro o que faço.

Faço parte também da Associação de Professores de Língua Japonesa do Estado do Rio de Janeiro – Kyoshikai. Esta associação organiza eventos sobre língua, literatura e cultura japonesa. Colocando de forma simples, um dos nossos principais objetivos – além da propagação da língua, literatura e cultura japonesa para aqueles que se mostrarem interessados – seria fornecer um campo primário para o aprimoramente do currículo daqueles que visam exatamente a carreira de professor, pesquisador ou estudioso dos já citados objetos de interesse.

Trocando em miúdos: A ASSOCIAÇÃO QUER QUE A GENTE MELHORE O BENDITO CURRÍCULO.

Matemática básica for dummies: no currículo entram não só experiências profissionais mas também o amadurecimento daquele profissional mediante cursos, palestras, comunicações apresentadas em congressos e afins.

Acredito que não somos, porém, nem 1/3 do tamanho da associação de professores de São Paulo, por exemplo. Toda vez que recebo emails falando sobre os eventos realizados pela associação de lá, eu babo MUITO e fico pensando: um dia nós também seremos assim… Ou pelo menos estaremos mais perto deles do que estamos agora.

Só que, para isso, acredito que esteja faltando um fator primordial: VONTADE.

Eu ingressei na universidade em 1999. Da mesma leva de pessoas, grandes amigas atuam como professoras de língua japonesa e também portuguesa. E assim que ingressei na Associação de Professores percebi o quanto isso poderia ser BOM e ÚTIL. Por mais que as professoras veteranas sejam exatamente isso que são, veteranas; por mais que seja trabalhoso organizar eventos, mandar emails, pensar em temas para os mesmos eventos, apresentá-los – enfim, atuar como membro da tal associação.

Eu gosto do que faço. Eu não conclui minha faculdade obrigada por ninguém: estava lá porque queria, e como queria. E não faço parte da associação para puxar o saco de ninguém: faço parte porque quero fazer, porque vejo naquele microcosmo uma oportunidade única de entender sobre coisas que me eram totalmente alheias; eu vejo uma porta ali, e não um obstáculo.

Fico triste e preocupada quando percebo a falta de vontade daqueles que vieram depois de mim. Poucos se dedicam a isso e muitos reclamam, e é tudo o que sabem fazer. Às vezes eu fico pensando: será que eles acham que nos outros ambientes de atuação não há atrito? Não há problema? Estamos lidando com GENTE a todo momento. GENTE. Quando se lida com GENTE, sempre haverá conflito.

Eu sou a favor do conflito saudável, aquele que irá garantir um diálogo e não um monólogo. Agora, se não querem conversar, fica difícil.

Anyways, só quis desabafar aqui… E ficou deveras longo haohaoha

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Autor: Lis

A wicked witch.

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