Enxaqueca, minha fiel companheira

Era uma sexta-feira. Estava quente como o sovaco de um padeiro.

A cabeça começou a latejar por volta das 09:30hs da manhã. Eu não havia conseguido comer nada, e geralmente tomava café às 06:30hs. Levei uma maçã para me forçar a comer, caso contrário não poderia tomar o remédio para a dor.

A maldita dor. A constante, incessável, onipresente dor.

Agora não latejava, mais parecia atravessar o lado direito do meu crânio de cima a baixo. Eu me sentia como aquele padre que morre em O Exorcista, empalado por uma lance de ferro ou sei lá o quê. Doía naquele nível.

O barulho em volta não me deixava pensar. Tomei o remédio e me entupi de água, mas não passava. Começou a tontura, o enjoo. Fui ao banheiro, lá se foi a maçã. Eu me forçava a acreditar que ficaria bem, que só precisava me sentar num lugar silencioso e esperar o remédio fazer efeito. Mas estava enganada.

O pessoal em volta já havia decidido: você vai pra casa. Você vai ver um médico. Assim não pode ficar. E eu preocupada em perder mais um dia de trabalho. Pois é, um dia antes eu já havia ficado de molho por causa da enxaqueca. E lá estava ela ali, mais uma vez, querendo minha total atenção…

Meia hora depois já haviam chamado a ambulância. Eu estava deitada na maca do ambulatório, a enfermeira do trabalho me tranquilizando, dizendo que a ambulância não tardava a chegar. Uma das minhas colegas de trabalho (e minha beauty consultant, mas isso é coisa pra outro post) foi comigo até o hospital, e avisou a Gabriel para ir me encontrar lá.

Após ser medicada com mil analgésicos diluídos em soro, o médico me diz:

_ Nada de chocolate. Nada de café. Nada de gordura. Tome chá e coma coisas leves. Tem gente na família com caso de enxaqueca? Se tiver, pode ser genético. Procure um neurologista o mais rápido possível. Enxaqueca não tem cura, mas você pode fazer um tratamento preventivo para evitar ter muitas crises. Infelizmente, os analgésicos não farão a dor sumir por completo.

Depois de duas horas, ele me liberou. Passei mal o resto do dia, nem mesmo água meu corpo aguentava.

Mas estou viva… Por enquanto.

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Autor: Lis

A wicked witch.

Um comentário em “Enxaqueca, minha fiel companheira”

  1. Deve ser um horror sem igual. Eu sei que demora até encontrar o tratamento ideal para você, já que cada caso é um caso? Já tentou acupuntura? Consulte uma nutricionista também, destas alternativas, pois alguns tipos de alimentos podem ajudar. Boa sorte!

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