11, 15, 45, 13?

Estou aqui na preguicinha de domingo. Família veio visitar no fim de semana e se foi hoje cedo, para chegar a tempo de cumprir seu dever de cidadão e votar. Este ano eu me dignei a justificar, pois nenhum candidato me representa e eu não transferi meu voto para a cidade onde moro atualmente. Adoraria ter ido ao Rio para rever familiares e amigos nos dois dias de eleições, mas não deu.

Aí, na preguicinha que estou, ainda não fui ao colégio do lado da minha casa para justificar. Fiquei aqui vadiando pela internet, quando vejo post de um conhecido meu. O camarada resolveu fazer um vídeo dentro da cabine eleitoral, dizendo que não vota 15, nem 11, 45 e muito menos 13: ele vota 69 “porque é mais gostoso. Sacou?”

Aham. Saquei sim.

Como ele exerceu o direito dele de expressar sua opinião, eu fui lá nos comentários e expressei a minha:

De acordo com o Artigo 91 da Lei 9.504, é proibido “portar aparelho de telefonia celular, máquinas fotográficas e filmadoras, dentro da cabina de votação”, fazendo com que o eleitor seja obrigado a deixar o dispositivo com o mesário na hora de votar.

O registro também pode ser considerado “boca de urna”, punível “com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período” e multa no valor de R$ 5 mil a R$ 15 mil, de acordo com o Artigo 39 da mesma lei.

Além disso, a pena para quem viola ou tenta violar o sigilo do voto, de acordo com o artigo 312 da Lei nº 4.737 do Código Eleitoral, é de até dois anos de prisão.

Eu já tinha achado absurdo a notícia de que o pessoal tira selfie durante a votação. Cara, narcisismo deveria ter limite. Agora, fazem também vídeo de pseudo-protesto no momento do voto. E é por isso que penso que é por causa desse tipo de gente, que não conhece suas leis e acha mais importante tirar uma foto da própria cara e fazer vídeo em um momento que, POR LEI, NÃO SE DEVE FAZÊ-LO, que este país está como está.

Nós, brasileiros, achamos que só políticos e funcionários públicos cometem infrações, mas nos esquecemos de que quando furamos uma fila, quando damos “aquele jeitinho” pra atender o parente do amigo no trabalho (porque é teu amigo né), quando avançamos sinal fechado, quando jogamos lixo na rua, estamos também infringindo à lei.

Antes de sair por aí com o dedo em riste dizendo que fulano(a) é corrupto(a) ou não, temos que aprender a olhar a própria cara no espelho.

Agora com licença, que vou me arrumar pra justificar meu voto.

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Autor: Lis

A wicked witch.

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