Saída para uma alternativa de sociedade: a algumas porradas de quilômetros

As últimas notícias têm me deixado um pouco ansiosa pelo grande meteoro que um dia virá nos dizimar.

Meninas são torturadas e estupradas no Piauí; uma delas faleceu. Menina de 11 anos, praticante de Candomblé, foi vítima de intolerância religiosa. Médium do Centro Espírita Frei Luiz é morto. Menino branco entra em uma igreja nos Estados Unidos e mata nove pessoas negras – e tem quem diga que não se pode considerar como ato de racismo/terrorismo.

É curioso perceber que quanto mais acesso à informação e à troca de experiências com pessoas de todas as origens, com as mais variadas experiências, mais nossas mentes parecem se fechar. Não aceitamos o diferente; nós o condenamos.

Ontem, em uma discussão acalorada com meu namorado, ele me perguntou o que é religião para mim. Eu aproveitei um verso de um dos seus artistas favoritos e respondi que, na minha opinião, as religiões são instrumentos, dogmas, premissas que fazem com que possamos nos religar com a divindade. E podemos fazer tudo, pois é tudo da Lei: a lei do tríplice retorno, para mim.

_ Todo mundo costuma interpretar esse verso de forma errada – ele me respondeu. – Você deve arcar com as consequências dos seus atos. Raul disse isso como forma de aviso.

Pois estamos todos avisados. Eu já estou pensando em me mudar para o meio do mato e morar numa sociedade alternativa.

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Autor: Lis

A wicked witch.

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