Feel good movies – filmes gostosinhos, parte 1

Outro dia, no meio do ócio vespertino enquanto pesquisava algumas coisas para uma história em gestação, acabei procrastinando e fazendo uma listinha de filmes que eu gosto e que me fazem sentir bem. Sabe aquele filme que a gente assiste mais de mil vezes e continua adorando, mesmo quando percebe suas falhas? Aquele filme gostosinho, pra assistir debaixo do edredon numa noite fria – ou numa tarde com os amigos, repetindo as falas do seu personagem favorito? Ou aquele filme adaptado de outra obra que resume a sua vida e formou o seu caráter? Pois então 🙂

Quis usar o termo em inglês feel good movies (filmes que te fazem sentir bem), mas estou usando a expressão aqui a meu modo. Os filmes também estão totalmente sem ordem de preferência e/ou importância.

Estejam avisados! Então lá vai a primeira parte:

1. Sabrina (Sabrina – 1995)

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Não sei como ela não se apaixona pelo Linus logo de cara.

Dirigido por: Sydney Pollack

Quem: Harrison Ford, Julia Ormond, Greg Kinnear

Sinopse: Filha do chofer de rica família é apaixonada desde cedo pelo filho mais novo, playboy e inconsequente. Depois de uma temporada na França, a guria aprende a se vestir, corta o cabelão e volta arrasando corações. E o melhor: fica com o irmão mais velho, interpretado pelo Harrison Ford.

Ai, que amor!: Regravação de um clássico de 1954 com Humphrey Bogart e Audrey Hepburn. Eu gosto dessa versão porque é o único filme que eu vejo e não tenho vontade de esganar a Julia Ormond. Em Lendas da Paixão, por exemplo, é impossível simpatizar com ela. A película ganha pontos eternos por apresentar um pouco da moda dos anos 90 e ter o Harrison Ford, meu primeiro amor das telonas.

Sydney Pollack ainda dirigiu outros filmes muito bons: Tootsie, Entre Dois Amores, A Firma.

2. Mens@gem Pra Você (You Got Mail – 1998)

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Toda uma vida apaixonada por essa livraria.

Dirigido por: Nora Ephron

Quem: Tom Hanks! Meg Ryan, Greg Kinnear (de novo?)

Sinopse: Guerra dos Livros com café e emails, tendo Nova York como fundo. Meg Ryan é dona de uma livraria especializada em livros infantis e começa a enfrentar problemas depois que uma grande rede de livrarias abre uma loja na vizinhança – rede essa dirigida pelo Tom Hanks. Eles se odeiam IRL, mas se adoram online – sem saber quem são realmente. Filme cheio de referências a livros e outros filmes, além da propaganda da AOL. Chega dá saudades de quando a gente clicava no símbolo da AOL e ouvia aquele barulhinho quando ficava online.

Ai, que amor!: Gente, é o Tom Hanks. Eu assistiria novamente a todos os filmes da carreira deste homem. A Meg Ryan ainda tinha expressões faciais e está adorável. Os diálogos são muito bons, e falam sobre tudo: relacionamento, trabalho, valores, amizade.

Nora Ephron ainda dirigiu Sintonia de AmorJulie e Julia, além de fazer o roteiro de vários outros filmes.


3. Um Tira no Jardim de Infância
(Kindergarten Cop – 1990)

O guri à esquerda me representa nesta cena.

Dirigido por: Ivan Reitman

Quem: Arnold Schwarznegger

Sinopse: Tira disfarçado de professor apronta altas aventuras em um jardim de infância que é do barulho.

Ai, que amor!: Esta pérola dos anos 90 tem diálogos memoráveis. No meu caso, estou invariavelmente citando algo do tipo “- O que é isso? – É um furão. – O que é um furão? – ISSO é um furão”, ou aquela do “meninos têm pênis, meninas têm vagina” entre outras. A parceira do Shwarza, a detetive O’hara (interpretada pela atriz Pamela Reed), é muito engraçada também. E este é para mim um dos melhores filmes do eterno Exterminador.

Ivan Reitman também dirigiu os dois primeiros filmes d’Os Caça-Fantasmas, além de ter sido o culpado por outras duas comédias estrelando Shwarzenegger e Danny DeVito: Júnior e Irmãos Gêmeos.

4. Clube dos Cinco (The Breakfast Club – 1985)

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Nós todos somos bizarros – só que alguns de nós escondem isso melhor.

Dirigido por: O Guru, o Sábio, o Iluminado dos anos 80, John Hughes

Quem: Emilio Estevez, Anthony Michael Hall, Molly Ringwald

Sinopse: um nerd, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso, em detenção na escola em um belo sábado de sol. Um microcosmo em colisão. Catarse adolescente derramando. Não virou um clássico por nada: cada um de nós consegue se relacionar com algum dos personagens principais – ou mais de um em algum momento.

John Hughes dirigiu Curtindo a Vida Adoidado, Gatinhas e Gatões, Mulher Nota Mil, A Malandrinha, A Garota de Rosa-Shocking, entre outros. E escreveu o roteiro de uma tonelada de outros filmes, entre eles a série Esqueceram de Mim e Férias Frustradas.

Ai, que amor!: além da trilha sonora muito boa, o que me dá a sensação de filme gostosinho é justamente o fazer pensar sobre as angústias adolescentes. Todo mundo passou, está passando ou ainda vai passar por elas: é tipo um batismo de sangue (no caso das meninas, isso ainda é literal). Você não tem certeza de nada, sente a pressão dos pais, do colégio, do mundo te cobrando o seu futuro. A nossa visão dos adultos é bem parecida com o que a Allison, interpretada por Ally Sheedy: quando você cresce, o seu coração morre. O filme nos leva a refletir, passar por essa catarse sobre a adolescência e sobreviver no final.

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Autor: Lis

A wicked witch.

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