All flowers in time bend towards the sun

O vento me beijou o rosto e eu estremeci. Nove graus.

Esta foi a noite mais fria este ano, disse o motorista do táxi.

As ruas me eram familiares e ao mesmo tempo alienígenas. A padaria estava no mesmo lugar. A farmácia na esquina havia fechado. Na porta do banco, duas pessoas dormiam.

Caminhando pela calçada, de manhã, eu conseguia sentir os olhares sobre mim. Frios. Já estava acostumada. “Você não parece ser daqui”, tinham me dito, há muito, muito tempo – isso parecia ter sido uma vida atrás. Duas vidas, pelo menos.

Queria poder dizer que me senti aquecida pelas memórias boas, mas não foi assim. Lá, sempre serei uma estranha.

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