O que terá acontecido a Baby Jane?

(Ou: aqui vai uma tentativa de romper o hiatus criativo que minha mente anda sofrendo)

Desde que fiquei sabendo sobre a nova série que irá contar a história da rivalidade entre Bette Davis e Joan Crawford, estabeleci a mim mesma que precisava ver (e rever, em alguns casos) os filmes dessas grandes estrelas de Hollywood.

A série que irá estrear este ano pelo canal FX chama-se Feud: Bette and Joan, e é do mesmo criador de American Horror Story, Ryan Murphy. No elenco teremos Jessica Lange como Joan Crawford e Susan Sarandon como Bette Davis.

Reconheço que assisti menos filmes em preto e branco americanos do que gostaria, mas dentre eles tem pelo menos dois estrelando Bette Davis. Eu já a adorava simplesmente por causa da música Bette Davis’ Eyes

Imagem relacionadaMas enfim, neste fim de semana assisti a O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane), filme de 1962. Eu já havia assistido a algumas cenas, mas nunca ao filme todo. Minhas expectativas estavam altas e eu não me decepcionei.

Baby Jane Hudson (Bette Davis) é uma antiga estrela mirim de teatro vaudeville que, como costumava acontecer, perdeu sua fama conforme foi envelhecendo. Sua irmã Blanche (Joan Crawford) acaba crescendo e se tornando uma grande estrela de cinema. Porém, após um misterioso acidente de automóvel do qual Jane é tida como culpada, Blanche acaba ficando paraplégica e recolhe-se do mundo e passa a depender de sua irmã Jane para tudo. O trailer do filme é uma delícia.

Baby Jane é uma vilã formidável: alcoólatra, mentalmente desequilibrada, totalmente apegada à sua infância gloriosa, ela odeia a irmã e a maltrata física e psicologicamente sempre que pode. Todas as tentativas de Blanche para pedir ajuda são frustradas. Ela se encontra totalmente à mercê de sua irmã.

Gostei muito da trilha sonora, é bem característica dos filmes da época, com temas de fundo grandiosos e em compasso com as cenas. Tem uma canção específica que está na minha cabeça até agora: I’ve written a letter to daddy, que é cantada várias vezes e tem um tema instrumental também. A minha cena favorita com esta canção é quando Baby Jane canta, já mais velha:

 

A Blanche interpretada por Joan Crawford é bastante introspectiva, acuada, medrosa, representando bem como alguém passa a se comportar ao sofrer abusos psicológicos. Reconheço que adoro todas as cenas em que Jane fala alguma coisa para ferir Blanche (eu tenho um fraco por vilãs). São duas grandes atrizes aproveitando suas contendas fora das telas para nos dar representações memoráveis. O filme recebeu cinco indicações ao Oscar, entre elas Melhor Atriz (Bette Davis) e Fotografia Preto e Branco e Figurino, ganhando apenas este último. Tanto Joan Crawford quanto Bette Davis foram indicadas ao BAFTA de Melhor Atriz Estrangeira.

Encontrei no Medium um texto (em inglês) muito interessante sobre o filme e o diretor Robert Aldrich. Vale a pena a leitura 😉

 

Atlas de Nuvens

Cartas escritas por um viajante percorrendo as ilhas do oceano pacífico,no meio do século XIX. O diário de um jovem músico brilhante e bon-vivant em sua estadia na Bélgica dos anos 1930. Um thriller de suspense e intrigas empresariais passado nos anos 70, tendo como cerne uma jornalista perspicaz. As peripécias de um senhor de quase setenta anos ao ser internado em um asilo na Inglaterra, por volta de 2010. A entrevista de uma clone que despertou de sua inércia em uma sociedade distópica na Coreia, em algum tempo no século XXII. Um velho conta a história de sua juventude a um grupo de jovens no que já foi a ilha do Havaí, alguns séculos adiante.

E de alguma forma sutil e verdadeira, tudo está intrinsecamente conectado.

Resultado de imagem para atlas de nuvensCloud Atlas – ou Atlas de Nuvens, na tradução para o português – é um livro de 2004 escrito por David Mitchell. Recebeu vários prêmios e foi adaptado para o cinema em 2012 contando com um elenco estelar: meu querido Tom Hanks, Hugo Weaving, Halle Berry, Hugh Grant. Foi dirigido pelas irmãs Wachowski (aquelas de Matrix). Aqui no Brasil, a adaptação recebeu o nome de A Viagem. Acho que pros noveleiros se lembrarem daquela novela que passou na Globo há uns anos e falava sobre reencarnação.

O meu primeiro contato com Cloud Atlas foi pela adaptação cinematográfica. Reconheço que faço parte do grupo de 14 pessoas que gostou da história. Não se pode sequer piscar durante o filme, se não você perde alguma informação importante, deixa de ver algo crucial para conectar todos os pontos, ou deixa de entender alguma pista. Assisti no cinema, e muitos anos depois vi novamente na televisão.

Quando descobri que não era roteiro original, saí em busca do livro. Eu precisava ler o original, porque sabia que não podia ter só aquilo que vi no cinema. Ganhei o bendito como presente de Natal ano passado e comecei a ler de imediato. Dito e feito: a experiência do livro é muito mais profunda e intensa. Foi um daqueles volumes que eu demorei a terminar quando cheguei perto do final, simplesmente porque não queria que terminasse.

A capacidade do David Mitchell em adaptar seu próprio modo de escrever a cada trecho da narrativa é impressionante. Parece que várias pessoas diferentes escreveram, mas ao mesmo tempo podemos perceber que foi uma única mente que amarrou tudo. A minha parte favorita é a que conta a história de Sonmi-451, uma clone criada para servir aos seres humanos possuidores de almas (obs: alma aqui tem outro sentido). Várias palavras foram adaptadas, criando novos significados. Eu conseguia visualizar muito bem a distopia proposta pelo autor. Uma passagem no final da entrevista de Sonmi-451 ao arquivista (ou carceceiro) explicita muito bem a linha narrativa do livro inteiro:

Você lamenta a vida que levou?

Como posso lamentar minha vida? Podemos lamentar uma ação escolhida livremente, porém errônea; mas o livre-arbítrio não desempenha nenhum papel na minha istória.

 

Vai logo alugar na locadora do Paulo Coelho!

Atlas de Nuvens é um daqueles raros casos em que eu recomendo assistir a adaptação primeiro e depois ler o livro. Acho que assim a frustração é menor. Acredito que a experiência cinematográfica ficou limitada justamente por causa do tempo de tela: no livro tem história para pelo menos uma minissérie. E eu já falei da trilha sonora?

Ba-ba-dook-dook-dook

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Eu ando muito atrasada em tudo: nas minhas leituras (de livros e quadrinhos), nos meus escritos, na minha volta aos exercícios físicos, nas minhas séries e filmes… Daí semana passada dei um pause na maratona de Absolutely Fabulous  e resolvi ver um filminho de terror. Só pra relaxar, sabe.

O Babadook é um filme australiano de 2014, muito bem dirigido e com um roteiro bem amarrado. Acompanhamos a vida de uma mulher, viúva e com um filho prestes a fazer sete anos. Ela vive sob o trauma da morte do marido: ele morreu em um acidente de automóvel enquanto os dois seguiam para a maternidade. O relacionamento dela com o filho é conturbado, e o guri está naquela idade de ver monstros embaixo da cama, dentro do armário, nos cantos escuros do quarto…

À noite, quando ela vai pôr o filho para dormir, ele pede que ela leia uma história. Ela encontra na estante do quarto um livro de capa vermelha e uma figura sinistra desenhada. O título do livro: O Babadook.

If it’s in a word, or if it’s in a book
you can’t get rid of the Babadook
If you’re a really clever one
You’ll know just what to see
And you can be friends with a special one
A friend of you and me
His name is Mister Babadook
And this is his book
A rumbling sound then 3 sharp knocks
Ba BA-ba dook, dook, DOOK

Se está numa palavra, ou se está num livro
Você não pode se livrar do Babadook
Se você for esperto
Vai saber o que ver
E você pode ser amigo de alguém especial
Um amigo meu e seu
Seu nome é Senhor Babadook
E este é o seu livro
Um som estrondoso, e depois 3 batidas fortes
Ba BA-ba dook, dook, DOOK

 

Medo, angústia, depressão pós-trauma, solidão… Tem tudo isso neste filme. O melhor de tudo é ver o uso maravilhoso de som e sugestão do terror. Ótima pedida para quem gosta do gênero. Recomendo também o vídeo do canal Entre Planos sobre o filme – mas cuidado, tem spoilers:

Metallica, Lady Gaga e o purismo musical

*Ouvindo Hardwired… to Self-Destruct, álbum novo do Metallica*

lady-gaga-metallica
Vou tirar uma fotinha na mesma posição e substituir a Gaga, foi mals aê

Domingo passado aconteceu a premiação do Grammy 2017. Não acompanhei a cerimônia, mas sabia de alguns dos indicados e depois li sobre os vencedores e as apresentações musicais. É claro que, dentro da minha bolha quase 100% roqueira no Facebook, o que mais apareceu foram comentários sobre a apresentação do Metallica com a Lady Gaga.

(Inclusive, na semana passada eu estava preocupada com o James. Parece que tiveram que cancelar uma apresentação porque ele estava com problemas de saúde, um lance na garganta. Parecia sério… E assistindo a apresentação deles no Grammy, fiquei ainda com mais pulgas atrás da orelha. Mas enfim…)

Então, vocês viram a apresentação? Não? Então peraí:

O que primeiro me preocupou foi o problema no microfone do James. Ele mexia os lábios e nenhum som saía. Primeiro eu lembrei do lance na garganta e imaginei que o problema fosse com ele; meio segundo depois descartei essa possibilidade, porque o Lars não ia ser maluco de concordar em se apresentar se alguém ali estivesse com a saúde debilitada (ou iria? Sei lá, é o Lars, né). Aí o James faz o mais óbvio: canta um pedaço junto com a Lady Gaga em outro microfone. Lá por 1:53 de apresentação, parece que consertam o problema no microfone. Mesmo assim, senti a voz do James bem mais baixa e às vezes meio fraca. Daí me voltou a paranoia do problema na garganta. O cara não devia estar 100% mesmo.

Pausa para apreciação do visual Steve Zissou do Lars.

lars-gaga
Juro que só me lembrava do Bill Murray e esse gorrinho

Visivelmente chateado no final, James derruba o pedestal do microfone e vai-se embora pro camarim. Ô dó!

*Mudando a música de fundo para Lady Gaga – Joanne*

Só quem é surdo não percebe o quanto a Lady Gaga é uma ótima cantora. Você pode não gostar do estilo musical, das peripécias no palco e da persona que ela criou para si, mas dizer que aquela mulher não sabe cantar, ah, isso não. Não sou fã de tudo o que ela faz, longe disso; mas eu consigo perceber que ela tem potência, afinação e sabe muito bem o que está fazendo. Ela tem formação musical e deve conseguir cantar praticamente qualquer coisa. E cara, que invejinha dela cantando com uma das minhas bandas favoritas…

Desde aquele fiasco que foi o Saint Anger (desculpe aí quem gosta, máximo respeito), o Metallica vem ora acertando, ora titubeando. Eu gosto muito do Death Magnetic (2008): tem pelo menos sete músicas ali que eu adoro. Esse álbum é bem mais pesado que os últimos, as letras são boas, o baixo tá delicioso (o James também, mas pra mim isso é sempre hehe). Sobre o novo trabalho, Hardwired… to Self-Destruct, tenho ainda minhas ressalvas. Acho que por ser grandioso demais ainda não consegui ouvi-lo inteiro – e isso pra mim é meio que um defeito. Mas eu sempre espero ouvir os mesmos caras tocando alguma coisa diferente, sabe? Não espero que um trabalho do Metallica seja igual ao anterior. Talvez por isso eu não me considero uma fã purista de música.

O purista é aquele cara que repete por aí que bom mesmo era o Kill ‘em All, o resto é tudo musiquinha pra dormir. É aquele cara que não permite uma firula diferente na apresentação ao vivo – tem que estar IGUAL ao álbum, tô aqui pra isso. É aquele serumaninho que desconsidera participação de outros artistas, PRINCIPALMENTE quando não são do mesmo estilo musical.

Eu acho que todo mundo pode ser feliz: basta o purista ficar só com os trabalhos “de raiz” e nem sequer dar uma chance ao que foge disso, enquanto o não-purista tem a experiência total e gosta – ou não. Também não precisa bater palma pra tudo.

 

Hospício Nerd: os personagens mais insanos dos filmes (que eu já vi)

Desde janeiro passei a colaborar com uma página chamada Hospício Nerd que divulga notícias sobre filmes, séries e afins. Tem também o canal no Youtube com vídeos apresentados pelo Flávio, idealizador da página, no qual ele apresenta várias listas curiosas sobre personagens da ficção.

Inspirada pelo nome da página, eu resolvi fazer uma listinha dos

PERSONAGENS MAIS INSANOS DOS FILMES (QUE EU JÁ VI)!

E vai sem ordem mesmo, porque se é pra ser insano, vamos começar com o pé na porta:

+ Alex DeLarge
Filme: Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), 1971
AtorMalcom McDowell
Sinopse: Em um futuro distópico, um delinquente juvenil muito carismático se diverte praticando crimes de ultraviolência com sua gangue. Infelizmente, ele é preso e participa de um experimento terapêutico de aversão à violência desenvolvido pelo governo para tentar resolver o problema da violência. Mas será que deu certo?

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E aí, droog! Vai leite?

Personagem: Admito que me apaixonei por Malcom McDowell neste filme e venho reiterando este amor platônico através dos anos. Aquele olhar alucinado, aquele jeito maroto travesso, os maneirismos, os neologismos, o visual… Tudo em Alex é supra na medida, sem ser exagerado. Eu consigo crer naquele jovem transviado andando por aí hoje em dia. O que me leva ao pensamento: será que já não estamos vivendo em um mundo distópico, cheio de ultraviolência e leite-com?

 

 

 

+ Hannibal Lecter
Filme: O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs), 1991
AtorAnthony Hopkins
Sinopse: Jovem cadete do FBI precisa confiar no julgamento de um psicopata assassino manipulador que irá ajudá-la a prender outro serial killer que tira a pele de suas vítimas.

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*arrepio*

Personagem: Se você não conhece Hannibal “the Cannibal” Lecter, você não viu Anthony Hopkins em toda a sua glória. Eu sinto medo dele só de lembrar da primeira cena em que a jovem Clarice Starling se aproxima de sua cela. Era a primeira vez que eu via uma cela com paredes de vidro, porque o cara é tão sinistro que precisa ser encarcerado em uma prisão especial. O Doutor Lecter – sim, doutor em Psiquiatria – prova que brilhantes mentes são as mais próximas da insanidade.
Originalmente é um personagem criado por Thomas Harris, aparecendo primeiro no romance Dragão Vermelho (1981). Ao todo, o doutor Lecter aparece em cinco livros. Estão na minha lista de leitura!

 

+ Jack Torrance
Filme: O Iluminado (The Shining), 1980
Ator: Jack Nicholson
Sinopse: Uma família parte para um hotel isolado nas montanhas durante o inverno, onde uma presença espiritual maligna influencia o pai a se tornar violento. Enquanto isso, o filho observa cenas tenebrosas do passado do local – e também do futuro.
Personagem: All work and no play makes Jack a dull boy.

 

+ Stansfield
Filme: O Profissional (The Professional), 1994
AtorGary Oldman
Sinopse: Mathilda, uma menina de 12 anos, é meio que adotada por um assassino profissional, León, após o assassinato de sua família. Eles criam um relacionalmento diferente e Mathilda torna-se sua protegida enquanto aprende a arte do assassinato.
Personagem: Eu não vou dizer nada sobre o Stansfield. Acho melhor que ele fale por si próprio:

Eu gosto desses pequenos momentos de calmaria antes da tempestade. Fazem-me lembrar de Beethoven. Você consegue ouvir? É quando você coloca sua cabeça na grama e consegue ouví-la crescendo e consegue ouvir os insetos. Você gosta de Beethoven?

 

+ O Coringa
Filme: Batman: O Cavaleiro das Trevas (Dark Night Rises), 2008
AtorHeath Ledger
Sinopse: Quando o Coringa inicia sua onda de destruição e caos em Gotham, o justiceiro encapuzado vai precisar passar por um dos maiores testes psicológicos à sua habilidade de lutar contra as injustiças.

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Por que tão sério?

Personagem: Admito que a encarnação do Coringa pelo Heath Ledger não é a minha favorita. Desculpem-me, mas eu prefiro a versão do palhaço bufão feita por Jack Nicholson, ator fenomenal que praticamente interpreta a si mesmo e ganha prêmios por isso porque é foda. De qualquer forma, o Coringa que vimos em O Cavaleiro das Trevas é uma boa adaptação da faceta mais maquiavélica e psicótica do personagem que pudemos ver em A Piada Mortal, clássico dos quadrinhos escrito por Alan Moore e ilustrado por Brian Bolland. Ele não quer dinheiro, fama, prestígio, redenção. Ele só quer o caos.

 

+ Annie Wilkes
Filme: Louca Obsessão (Misery), 1990
AtrizKathy Bates 
Sinopse: Um famoso escritor é resgatado de um acidente de carro por uma grande fã de seus romances. Porém, ele percebe que os cuidados dessa fã são apenas o início de um pesadelo de abusos e restrições.

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Adoro Kathy Bates ❤

Personagem: Annie é uma fã totalmente obcecada pelas obras de seu autor favorito. Melhor dizendo, por uma determinada personagem a qual ela não quer que deixe de aparecer na série de romances do tal autor. Ela é tão, mas TÃO fanática que vai se dedicar a torturar física e psicologicamente o cara até que ele resolva escrever o novo livro conforme a sua vontade. Ser fã é legal, mas por favor, não seja a Annie. Sério. Não seja.
Baseada na obra Misery – Louca Obsessão, de Stephen King.

 

+ O Narrador/Tyler Durden
Filme
: O Clube da Luta (Fight Club), 1999
AtoresEdward Norton / Brad Pitt
Sinopse: Funcionário de firma com sérios problemas de insônia procura por um meio de mudar sua vida. Acaba se encontrando com um artesão de sabão porra-louca e os dois formam um clube de luta clandestino que na verdade está envolvido em algo muito maior.
Personagem: Lá se vão dezoito anos desde que conheci este cara que não é um, mas dois. Eu já gosto de praticamente qualquer coisa que o Edward Norton faça – principalmente quando é um personagem com o qual eu consiga me relacionar. No início do filme, conhecemos o Narrador num estado letárgico de praticamente sobrevivência, imerso num mundo de consumismo vazio, modismo, repetição e niilismo. No decorrer da história, vamos acompanhando enquanto ele se despe de amarras sociais, se libertando e destruindo ao mesmo tempo. É um filme para ver e rever periodicamente.
Baseado na obra O Clube da Luta, de Chuck Palahniuk.

 

+ Norman Bates
Filme: Psicose (Psycho), 1960
Ator: Anthony Perkins
Sinopse: Uma secretária de Phoenix passa a mão em 40 mil dólares de um cliente da empresa onde trabalha e foge com a grana. Acaba chegando a um hotel gerenciado por um jovem que é dominado pela mãe.
Personagem: Este trecho que encontrei sobre o Norman o resume bem:

Norman Bates vive uma psicose profunda, isso se pode observar através de seu olhar, gestos e principalmente pelas suas atitudes. A psiquiatria conceitua esse comportamento de dualidade como Despersonalização do Eu.

A autora do blog onde encontrei o perfil do Norman utiliza a psicologia freudiana para descrever sua personalidade, e fala justamente sobre o claro Complexo de Édipo que se faz soberano em tudo no filme. Recomendo a leitura 😉

 

+ Peyton Flanders
Filme: A Mão que Balança o Berço (The Hand that Rocks the Cradle), 1992
Atriz: Rebecca De Mornay
Sinopse: Após o suicídio de seu marido, a viúva amargurada acaba sofrendo um aborto. Ela inicia uma missão de vingança contra uma mulher e sua família.

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Meu bebê!

Personagem: Começamos a história sem saber quem é realmente a Peyton. Ela parece ser a babá perfeita: encantadora, prestativa, bondosa… Até ir mostrando sua real personalidade pouco a pouco. Ela não quer apenas se vingar da mulher que, a seu ver, lhe roubou sua própria vida: ela quer vê-la no fundo do poço e ainda ficar com tudo o que ela tinha – marido e filha inclusos. Peyton é obsessiva e é capaz de tudo para conseguir seu objetivo.

 

+ Nina Sayers
Filme
: Cisne Negro (The Black Swan), 2010
Atriz: Natalie Portman
Sinopse: Dançarina dedicada ganha o papel principal de Cisne Negro, de Tchaikovsky. Porém, ela irá sofrer para tentar manter sua sanidade.
Personagem: A Nina é tão infantilizada e frágil que chega ao ponto de ser irritante… Mas logo no início do filme vamos vendo as razões para ela ser como é: a pressão que sofre da mãe, as coceiras, as manias, a esquizofrenia. Natalie Portman dedicou-se a fundo neste papel e conseguiu representar o Cisne Branco e o Negro com maestria.

 

+ Norma Desmond
Filme
: Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), 1950
Atriz: Gloria Swanson
Sinopse: Roteirista é contratado para trabalhar em um roteiro de uma antiga estrela do cinema mudo. Mas ele acaba desenvolvendo um perigoso relacionamento.
Personagem: Norma é o seu passado. Ela não quer se libertar da sombra que já foi e se recusa a admirar o futuro. Ela está envolvida demais com o seu próprio ego para enxergar um palmo diante do nariz. E a cena final é simplesmente divina.

 

+ Esther
Filme: A Órfã (The Orphan), 2009
Atriz: Isabelle Fuhrman
Sinopse: Casal perde filho biológico e após esse trauma, resolve adotar uma menina de nove anos de idade – mas ela não é bem o que parece.
Personagem: Não consigo explicar sobre a Esther. Ela é muito complexa. Uma personagem doente patologicamente, assassina, manipulativa, ciumenta, possessiva. Eu adoro esse filme.

As grandes aberturas de animes de todos os tempos (da minha memória)- parte 2

Nestes últimos dias estava ocupada fazendo manutenção do meu maravilhoso bronzeado… Demorei, mas hoje finalmente vou continuar a singela lista sobre as minhas músicas de abertura de anime favoritas. Vamos lá!

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Quem canta zentradi espanta

05) The Sore Feet Song – Mushishi
Artista: Ally Kerr
Ano: 2005

Esta deliciosa música foi meu toque de celular durante uns bons dois anos. É calma e me faz lembrar muito Belle & Sebastian: meio melancólica, meio alegrinha, deliciosa para se ouvir caminhando por aí, admirando as árvores. Mushishi se passa em um passado situado antes da abertura dos portos do Japão. Acompanhamos Ginko em sua busca para ajudar pessoas que sofrem sob a influência dos mushi, que são uma espécie de criaturas sobrenaturais que têm certo poder sobre os humanos. Teve inclusive filme live action (que eu ainda não vi)…

04) Hohoemi no Bakudan – Yu Yu Hakusho
Artista: Matsuko Mawatari
Ano: 1992

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Vê se não parece foto de boyband

Meu sonho era cantar essa música no karaokê… E em 2005 eu consegui 🙂
Eu gosto muito da letra, porque faz pensar sobre nossas relações pessoais, como queremos agir e o quanto às vezes é doloroso fazer certas escolhas. Acho o “muito obrigado” no final do refrão é MUITO esquisito, mas relevo.

Yu Yu Hakusho é um dos melhores animes shonen que eu já vi. Logo no primeiro episódio o personagem principal morre! O legal de Yu Yu é que podemos ter um primeiro contato com crenças e mitos do xintoísmo, uma religião original japonesa e que é muito rica e muito diferente da nossa visão ocidental. Tem uns campeonatos aqui, uns caras doidos que querem encher um guri de 16 anos de porrada ali, mas o melhor são os personagens muito marcantes e cativantes.

03) Pegasus Fantasy – Saint Seiya
Artista: MAKE-UP
Ano: 1986

Libere seu cosmo neste delicioso clássico do cancioneiro glam-rock animezístico. Esta é uma ótima oportunidade para pegar a escova ou o controle remoto e fingir que é vocalista de alguma banda de rock dos anos 80, ou fazer air guitar – ou tocar vassoura como se fosse um baixo, sei lá. E Saint Seiya, como você sabe, é aquele anime que foi feito pra vender boneco da BANDAI 🙂

02) Blurry Eyes – DNA^2
Artista: L’Arc~en~Ciel
Ano: 1994

Segunda música do L’Arc~en~Ciel nessa listinha! Ah, quando eles ainda eram bons… Crianças, há muitos invernos atrás, não tinha essa de assistir anime na tv, no computador, no smartphone. A gente se reunia mensalmente para ver as fitas VHS que vinham a muito custo de São Paulo, que por sua vez recebia a muamba do Japão ou dos Estados Unidos. E aí a gente via um ou dois epis em um domingo e depois tinha que esperar pra ver a continuação… Imaginem que tortura!
Se você não conhece L’Arc~en~Ciel, esta é a melhor música para conhecer. Tem outras boas também, mas essa aqui mostra a banda de raiz, antes até de irem pro mainstream. É bem melódica e colorida – é uma das poucas bandas que me fazem sentir sinestésica.

01) Get Along – Slayers
Artista: Megumi Hayashibara e Masami Okui
Ano: 1995

Megumi Hayashibara é uma deusa, ponto. Essa música está no meu pódio porque além de ter Megumi-sama cantando, ainda tem a Masami Okui, que é deusa também. As duas juntas já devem ter cantado mais de mil músicas de anime. Neste caso, elas intepretam duas personagens na música de abertura – respectivamente, Lina Inverse e Naga, as melhores pessoas nessa história. Slayers é um ótimo anime se você curte RPG estilo medieval e é uma pessoa bem humorada. Vai lá ver!

As grandes aberturas de animes de todos os tempos (da minha memória)

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Shake your money maker

Ah, o ócio.
Bem, eu estou tentando produzir qualquer coisa – QUALQUER COISA – durante esse período “entre projetos” (que é um belo eufemismo para desemprego). Daí que neste último domingo chuvoso me peguei pensando em animes. Mais precisamente, nas músicas de abertura de animes que eu acho maravilhosas. Então resolvi fazer uma pequena lista. Aqui vai a primeira parte:

10) Bari Bari Saikyou No. 1 – Jigoku Sensei NUUBEE
Artista: FEEL SO BAD
Ano: 1996

Esta comédia conta a história de um professor novato que exorciza demônios com sua mão endemoniada. É pra rir, se divertir e relaxar. A abertura é fenomenal por causa da letra, que te deixa pra cima; uma verdadeira ode ao amor próprio:

A partir de hoje eu vou ser o mais forte / Aí vai o cara mais fenomenal / A partir de hoje eu sou o número 1 / Eu sou demais

09) Moonlight Densetsu – Sailor Moon
Artista: DALI
Ano: 1992

Confesso que resisti até me entregar à Sailor Moon. Sempre fui de gostar mais de shonen e todo aquele amorzinho e romance das Sailors me deixavam enjoada… Então, eu ligava a tv para dar audiência até que começassem os desenhos que eu realmente queria ver. Só que aí eu fui parar para assistir alguns episódios e acabei gostando, vejam vocês. A abertura me dá uma sensação de nostalgia muito boa, de tempos mais simples… E eu acabei memorizando a letra (em japonês e português) e até hoje vivo cantarolando por aí.

08) Duvet – Serial Experiments Lain
Artista: Bôa
Ano: 1998

Triste, meio soturna meio alegre; dor, decepção, desentendimento. E tá tudo cantadinho em inglês, uma raridade. Serial Experiments Lain é uma série com pano de fundo bastante filosófico e existencialista, abordando temas como tecnologia e comunicação e seus deméritos (isso só para dar uma pincelada, como diriam meus professores de Literatura da faculdade).
OBS: recomendo que assista à Lain apenas se estiver de MUITO bom humor. É um soco no estômago e chute nas bolas em qualquer um.

I am falling / I am fading / I am drowning / Help me to breathe
I am hurting / I have lost it all / I am losing / Help me to breathe

07) Tank! – Cowboy Bebop
Artista: The Seatbelts
Ano: 1998

Essa é a abertura de um dos meus animes favoritos. Cowboy Bebop é tipo um western espacial, com muito jazz, blues e solidão – mas sempre com aquela pitada de humor. A trilha sonora é da grande Yoko Kanno, responsável por inúmeras composições de sucesso nesse mundinho anime: Lodoss War, Macross Plus, Escaflowne, Ghost in the Shell (Stand Alone Complex), entre outros.

06) Ready, Steady, Go! – Fullmetal Alchemist
Artista: L’Arc~en~Ciel
Ano: 2004

Ah, L’Arc~en~Ciel. Meu primeiro amor musical da terra do sol nascente. Sou suspeita para falar deles porque sou fã – melhor dizer que era fã, porque só curto as coisas mais antigas – mas esta música está aqui principalmente por me trazer lembranças do Japão. Eu estava lá em 2004-2005, fui ao show da banda e assisti a alguns episódios de Fullmetal. Óbvio que iria gostar, né. Neste anime, acompanhamos dois irmãos em busca da Pedra Filosofal em um ambiente bem steampunk e retrofuturista. Ainda tenho que terminar de assistir a série, mas o início é muito bom.

Pensamento positivo

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Elvis, meu urso gigante de pelúcia, sempre pronto para pensar positivo (y)

O pensamento positivo é algo curioso.

No meu caso, funciona muito bem quando me refiro aos outros. Sempre confio que tudo vai dar certo para os meus amigos. Calma, é só uma fase, tudo vai melhorar; você é linda, não tem porquê se sentir insegura; tenha paciência e confie em si mesmo, você vai ver que vai dar tudo certo.

O problema é quando eu viro o espelho para mim. Ah, aí é que tudo vai por água abaixo. Isso se dá graças à autoestima flutuante. Há dias em que tudo é muito belo; mas há aqueles dias em que nada pode dar certo. Eu olho para a bagunça aos meus pés e não consigo ver saída, não tem como me esgueirar pela borda e sair de fininho, fingindo que tudo está bem.

Provavelmente, todo mundo se sente assim. Alguns mais do que outros. Então, nesses dias, eu faço uma lista das coisas positivas (e simples) pelas quais devo esperar:

 

Ah, eu falei de Trainspotting e deu saudades.

Sexo, a cidade e a balzaquiana

Estou fazendo uma merecida e muito postergada maratona com todas as temporadas de uma das minhas séries favoritas de quando era adolescente: Sex and the City.

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We looked like the witches of Eastwick.

Nos idos anos 90, era um luxo para a classe média ter tv a cabo. Eu disputava o único aparelho de televisão da casa semanalmente para poder ver meus desenhos ou minhas duas séries favoritas da época: Arquivo X e Sex and the City. Era mais difícil convencer as pessoas a ver a primeira. Lembro de uma vez ter que jogar cara e coroa para tentar assistir a um episódio. Já a segunda… Bem, a segunda reprisava direto na HBO, então eu conseguia ver com menos dificuldade.

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Minha carreira dos sonhos.

Para quem não conhece, Sex and the City conta a história de quatro super heroínas que salvam Nova York todos os dias usando roupas, sapatos e acessórios fabulosos. Carrie, a protagonista, é (quase) tudo o que eu gostaria de ser: ela escreve uma coluna em um famoso jornal, acorda tarde, vai à festas durante a semana, é magra mesmo comendo fora todo dia e tem uma coleção maravilhosa de sapatos. Contra ela, temos seu hábito de fumar compulsivamente e ter sido trouxa de não valorizar o Aidan, o melhor namorado que ela já teve. Desculpem-me as fãs do Mr. Big, mas eu sou #teamAidan.

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Um brinde!

As outras heroínas são as melhores amigas de CarrieMiranda, advogada bem sucedida, inteligentíssima; Charlotte, dona de um atelier de artes, é a mais conservadora e romântica; e Samantha, dona de uma agência de Relações Públicas, exala sensualidade e ironia por onde passa e a personagem com as melhores falas. Elas conversam sobre suas ansiedades, medos, relacionamentos… E sobre as agruras e delícias de serem solteiras depois dos trinta anos na cidade que nunca dorme.

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Aidan, melhor namorado ❤

Então que eu acabo de entrar na quarta temporada, e no primeiro episódio a Carrie comemora seu aniversário de 35 anos. Mês passado completei exatamente 35 primaveras, e assistir ao episódio me fez pensar em algumas questões:

  • O número de amigos reais diminuiu;
  • A qualidade de amigos reais aumentou;
  • Definitivamente, não dá mais para emagrecer tão rápido quanto antes;
  • Em compensação, engordar nunca foi tão fácil;
  • Ter perdido o medo da cozinha ajudou de uma forma maravilhosa a perceber que eu posso criar alguma coisa mesmo nos piores dias de TPM;
  • Falando em TPM, eu e Clarisse temos passado muito tempo juntos. Tanto que estou considerando se estou desenvolvendo transtorno de personalidade ou não;
  • Sempre quis ter a carreira da Carrie, a inteligência da Miranda, o otimismo da Charlotte e a sensualidade da Samantha – infelizmente, acho que não consegui nada disso ainda hehe;
  • Relacionamentos são tão complicados em Nova York quanto no Rio de Janeiro;
  • É curioso como eu percebo que aprendi algumas coisas sobre moda com o seriado, mas não sou louca de pagar mil dinheiros em um sapato de marca;
  • As conversas entre as quatro quase sempre eram durante as refeições. Fora a quantidade de álcool consumida. Não sei como conseguiam continuar tão magras;
  • Definitivamente, Aidan é um unicórnio – e é por isso que a Carrie fica com o Mr. Big. Ela precisa de alguém tão disfuncional quanto ela. Relacionamentos com seres imaginários não costumam dar certo…

Feel good movies – filmes gostosinhos, parte 2

Continuando com a minha pequena lista de filmes gostosinhos, vamos nós para a segunda parte:

5. Melhor é Impossível (As Good as It Gets – 1997)

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Adoro a parte da viagem de carro hehe

Dirigido por: James L. Brooks

Quem: Jack Nicholson, Helen Hunt, Greg Kinnear (ok, descobri que sou fã desse ator)

Sinopse: Jack Nicholson é um escritor cheio de TOCs. Helen Hunt é uma garçonete super protetora com o filho. Greg Kinnear é um pintor, vizinho do Jack Nicholson. E todo mundo vai convivendo, exorcizando seus demônios, falando sobre a vida, seus prolemas, como lidar com eles e toda essa coisa tenebrosa que é a vida adulta. O forte aqui são os diálogos: está todo mundo muito confortável em seus papéis, conversando com naturalidade. É deste filme um dos melhores elogios que alguém pode fazer a outra pessoa:

James L. Brooks é um dos responsáveis pela série Os Simpsons e isso já devia lhe garantir um Emmy todo ano. Ele inclusive foi o diretor do filme. A trilha sonora composta por Hans Zimmer é bem gostosinha também. Além deste filme, ele foi responsável por obras como A Origem, Interestelar, a nova trilogia do Batman e O Último Samurai. Ah, Melhor é Impossível também ganha pontos porque tem um cachorrinho 🙂

6. Quase Famosos (Almost Famous – 2000)

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It’s all happening!

Dirigido por: Cameron Crowe

Quem: Billy Crudup, Kate Hudson, Philip Seymour Hoffman

Sinopse: Guri menor de idade que quer ser jornalista e escrever para a Rolling Stones convence o editor da tal revista a contratá-lo para cobrir a turnê da banda Stillwater. É uma jornada bem lá-e-de-volta-outra-vez, na qual acompanhamos o crescimento interno do personagem principal e dos outros a sua volta. Eu particularmente adoro a Penny Lane, personagem vivida por Kate Hudson. Já li um artigo no qual colocam-na como exemplo daquele tropo manic pixie dream girl, mas eu discordo: acho que Penny faz sua própria jornada também.

O filme tem uma trilha sonora impecável: Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, Elton John, The Allman Brothers Band… O canal wisecrack fez uma boa crítica sobre o filme na sua série Earthling Cinema (infelizmente só tem em inglês).

7. Monty Python e o Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail – 1975) & A Vida de Brian (Life of Brian – 1979)

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Qual é a velocidade de voo de uma andorinha sem carga?

Dirigido por: Terry Gilliam e Terry Jones

Quem: Monty Python!

Sinopse: Em O Cálice Sagrado, acompanhamos o Rei Arthur e seus cavaleiros em busca do Cálice Sagrado. Em A Vida de Brian, acompanhamos a vida de Brian, que nasceu num estábulo próximo de onde nasceu Jesus.

Eu adoro Monty Python e posso rever os mesmos filmes mil vezes que vou continuar rindo. Destes dois filmes que citei, o meu favorito é A Vida de Brian – acho que por me fazer pensar sobre como identificar  linha tênue entre fé saudável e fanatismo cego, o que é religião, o que consideramos sagrado… E principalmente por me fazer ver o lado bom da vida.

Esquetes dos Pythons que você precisa ver antes de ir desta pra melhor: futebol dos filósofos, papagaio morto, spam!, clínica de discussões, entrevista de emprego e Ministry of Silly Walks.

8. Trilogia O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (The Fellowship of the Ring – 2001), As Duas Torres (The Two Towers – 2002) e O Retorno do Rei (The Return of the King – 2003)

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Vocês sabem que tá tudo errado nessa formação, né? O cara com arco tinha que estar lá atrás. Tá todo mundo ferrado nessa rodada…

Dirigido por: Peter Jackson

Quem: Ian McKellen, Cate Blanchett, Elijah Wood, Viggo Mortensen, Ian Holme, Orlando Bloom, Dominic Monaghan, Billy Boyd, Liv Tyler

Sinopse: Adaptação da obra de J. R. R. Tolkien. O poderoso Um Anel precisa ser destruído para que a Terra-Média se salve – e mesmo a menor das pessoas pode mudar o destino do futuro.

Ai, que amor!: É um belo road movie, história de lá-e-de-volta-outra-vez, descoberta da amizade, valorização de si mesmo. Os filmes estreavam sempre próximos do Natal (se bem me lembro, o Sociedade do Anel foi dia 25 de dezembro) e eu estava lá na fila para ver a primeira sessão. Também sou uma feliz proprietária da versão estendida e já perdi as contas de quantas vezes revi. Choro, rio, digo as falas junto com os atores, conheço cada falha e amo mais toda vez que revejo. Figurino, trilha sonora, edição, o trabalho de iluminação… É tudo lindo. Meu coração de jogadora de RPG sempre se emociona com essa bela história.