All flowers in time bend towards the sun

O vento me beijou o rosto e eu estremeci. Nove graus. Esta foi a noite mais fria este ano, disse o motorista do táxi. As ruas me eram familiares e ao mesmo tempo alienígenas. A padaria estava no mesmo lugar. A farmácia na esquina havia fechado. Na porta do banco, duas pessoas dormiam. Caminhando pela … Continue lendo All flowers in time bend towards the sun

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Eu nunca

Danda um respiro nos jogos da Copa do Mundo (VAI, BRASIL!), gostaria de compartilhar aqui o texto do Ricardo Araújo Pereira publicado na Folha ontem, dia 1º de julho.   Eu nunca A indignação fica difícil quando as atitudes reprováveis dos outros nos são familiares Não sei se já disse mas, para mim, dos cinco … Continue lendo Eu nunca

A casa vazia

Dois andares, três quartos, três banheiros, uma cozinha, um corredor, uma escada, uma piscina, uma churrasqueira. Muitas plantas, um gato, uma mariposa morta. Uma balzaquiana entediada em uma casa grande demais para conter suas neuroses.

Dores, amores

O primeiro amor foi uma facada no peito Uma ferida aberta na água salgada A embriaguez etérea, a ressaca O retorno do boêmio ao bar Inefável, infalível pedestal E quando acabou, tu juravas que morreria Que não haveria outro dia - Mas o dia veio. O segundo amor foi um estilhaço de vidro Curando aquela … Continue lendo Dores, amores