Ishtar

Ishtar
Fonte: goddess-ishtar.tumblr.com

Ishtar, deusa babilônica – ou Inanna, deusa dos sumérios. Ou ainda Astarte, no oriente médio. Deusas da Fertilidade.

Conforme a representação dos deuses nas religiões politeístas, Ishtar possui uma ambivalência. É ao mesmo tempo maternal e sensual; benevolente e maléfica; carinhosa e impiedosa. Enquanto criadora de todas as bênçãos terrenas, também sofria com as tristezas humanas. Protetora do casamento e da maternidade. Deusa do amor, da fertilidade, da sexualidade – mas também deusa da guerra e das tempestades.

Uma das histórias sobre Ishtar que me é mais querida é sobre a sua descida ao submundo.

Ishtar teve que passar por sete portas e remover um símbolo do seu poder – como uma peça de roupa ou um pedaço de joia – em cada um. No último portão, nua e privada de todos os seus poderes, a deusa conheceu sua irmã Ereshkigal, que anunciou que Ishtar deve morrer. Ela morreu imediatamente e seu corpo foi pendurado em uma estaca.
Enquanto isso, o deus Enki soube que Ishtar estava desaparecida, e enviou dois mensageis para lhe restaurar a vida. Porém, para deixar o submundo, Ishtar precisaria substituir seu corpo por outro. A deusa ofereceu então seu jovem marido, Tamuz, para tomar seu lugar.

Este conto claramente representa o eterno ciclo de vida, morte e renascimento pelo qual passamos.

Ishtar era celebrada no hemisfério norte próximo do equinócio de primavera – bem próximo das festividades de Páscoa… Que coincidência, não? Nesta época, as pessoas decoravam ovos – símbolos de fertilidade – e os escondiam pelos campos, participando de uma brincadeira para encontrá-los depois.

Fonte: http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2013/03/ishtar.html


Bem, como eu sigo a roda do ano equivalente ao meu hemisfério, estou aqui me preparando pra o Samhain que está chegando. Boa Páscoa para quem é de Páscoa 😉

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Paganismo

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Fonte: KangTengri – DeviantArt

Quando eu não era bruxa
Eu não me era
Não me entendia, não me aceitava
Quando eu não era bruxa
Carregava mágoa, angústia, vingança
Eu me enterrava
Quando eu não era bruxa
Tinha medo do escuro, da noite, do vento
Tinha medo do que encontro no fundo dos meus olhos
Quando eu não era bruxa
Era apenas metade do que hoje sou.

Desde 2001 aprendendo, errando, acertando, me descobrindo. Desde 2001 celebrando o Sagrado Feminino, seguindo a Lei do Retorno, reconhecendo o poder do pensamento e o respeito à Natureza. Agradeço a todas as dádivas e aprendizados.

Feliz Beltane para quem é de Beltane,

Feliz Samhain para quem é de Samhain! Bons encontros e bons caminhos 😉

Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua Deusa, meu amor

Feliz Litha e Boas Festas!

Tá boiando na roda do ano, camarada? Tudo bem, as tradições foram trazidas do hemisfério norte e estão todos ornando suas portas com guirlandas, enfeitando árvores e honrando o Deus-Sol com velas para o seu renascimento… Mas estamos no verão down under here, certo? O solstício de verão é chamado de Litha, e na verdade deveríamos estar pulando fogueira, colhendo ervas e brincando com e seus amiguinhos pela floresta. Mas uma das tradições que podemos manter é o banho em águas medicinais. Como vovó já dizia: um banho de mar é sempre bom para tirar as ziqueziras.

Litha!

… O que? Você não sabe do que eu estou falando? Estou falando de ritos pagãos. Veja este site para mais informações sobre a comemoração de Litha. Lá também tem infos sobre outros festejos. Recomendo fortemente a leitura do livro Wicca – A Religião da Deusa, do autor Claudiney Prieto. Foi um dos primeiros livros que ganhei de um querido amigo ao iniciar meus estudos nos antigos ritos pagãos.

Hoje eu acordei meio com um pezinho lá nos Bálcãs. Toma Goran Bregovic:

Causa e efeito

Recebi o texto abaixo por email e quis compartilhar aqui no bloguim, aproveitar e tirar algumas teias de aranha. Peço aos que venham a ler que o façam com a mente aberta, principalmente se não forem cristãos. Eu sou pagã já há 12 anos e consigo perceber quando uma outra religião me apresenta valores ricos e similares aos meus. Este texto me fez pensar muito sobre a Lei Tríplice. Fiz alguns grifos no texto para indicar isso, inclusive.
Acho que é uma boa reflexão especialmente em ano de eleição. 
 
É comum, em nossos dias, ouvirmos reclamações por parte de pessoas que se sentiram desrespeitadas em seus direitos.
É o médico que marca uma hora com o paciente e o deixa esperando por longo tempo, sem dar satisfação. É o advogado que assume uma causa e depois não lhe dá o encaminhamento necessário, deixando o cliente em situação difícil. É o contador que se compromete perante a empresa em providenciar todos os documentos exigidos por lei e, passados
alguns meses, a empresa é autuada por irregularidades que este diz desconhecer. É o engenheiro que toma a responsabilidade de uma obra, que mais tarde começa a ruir, sem que este assuma a parte que lhe diz respeito. É o político que promete mundos e fundos e, depois de eleito, ignora a palavra empenhada juntos aos seus eleitores. Esses e outros tantos casos acontecem com frequência nos dias atuais.
É natural que as pessoas envolvidas em tais situações, exponham a sua indignação junto à sociedade, e reclamem os seus direitos perante a justiça. Todavia, vale a pena refletirmos um pouco sobre a origem dessa falta de honradez por parte de alguns cidadãos.
Temos de convir que todos eles passaram pela infância e, em tese, podemos dizer que não receberam as primeiras lições de honra como deveriam. Quando os filhos são pequenos, não damos a devida atenção às suas más inclinações ou, o que é pior, as incentivamos com o próprio exemplo. Se nosso filho desrespeita os horários estabelecidos, não costumamos cobrar dele uma mudança de comportamento. Se prometem alguma coisa e não cumprem, não lhes falamos sobre a importância da palavra de honra. Assim, a palavra empenhada não é cumprida, e nós não fazemos nada para que seja. Ademais, há pais que são os próprios exemplos de desonra. Prometem e não cumprem. Dizem que vão fazer e não fazem. Falam, mas a sua palavra não tem o peso que deveria.
É importante que pensemos a respeito das causas antes de reclamar dos efeitos. É imprescindível que passemos aos filhos lições de honradez. Ensinar aos meninos que as irmãs dos outros devem ser respeitadas tanto quando suas próprias irmãs. Que a palavra sempre deve ser honrada por aquele que a empenha. Ensinar o respeito aos semelhantes, não os fazendo esperar horas e horas para só depois atender como que estivéssemos fazendo um grande favor. Enfim, ensinar-lhes a fazer aos outros o que gostariam que os outros lhes fizessem, conforme orientou Jesus.
 
Não há efeito sem causa. Todo efeito negativo, tem uma causa igualmente negativa.
Por essa razão, antes de reclamar dos efeitos, devemos pensar se não estamos contribuindo com as causas, direta ou indiretamente.
 

Mabon!

Entrando no clima do Equinócio de Outono, neste último fim de semana a Deusa me presenteou com uns ótimos dias de chuva pra compensar o calorão insuportável da última semana. Podia ficar só um pouquinho mais frio…

Dia 21 de Março (aproximadamente) teremos o Equinócio de Outono. É, existem outras estações do ano que não o Verão, acredita? Pois é, eu sou carioca mas acredito em Outono, Inverno, Primavera…

A festa de Mabon ocorre entre o Primeiro festival da colheita (Lughnasadh) e o Ano novo pagão (Samhain) e marca o início do outono, dia santo pagão de descanso da colheita e comemoração. É uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que foi colhido e caçado. É uma época de equilíbrio, onde o dia e a noite têm a mesma duração.

Então, sabem o que eu vou fazer neste Mabon?

  • Cuidar do meu fígado;
  • Comer bem, e não exagerar no chocolate;
  • NÃO BEBER (tá, só um pouquinho de vinho);
  • Arrumar os pensamentos: pôr os urgentes na mesa da frente, os que podem esperar na estante do canto;
  • Eeeeee namorar, coisa que não faço direito há umas duas semanas.