James Blunt – The Same Mistake

Eu ia colocar um link pro videoclip da música do tio Blunt, mas mudei de idéia. O clipe sucks. Eu odeio esse lance de colocar uma câmera amarrada no camarada enquanto ele caminha pela rua. É bobo e me dá náuseas.

Anyways, eu continuo sendo uma pessoa sem mp3 player; tudo o que me resta, então, tenho que ouvir o que passa no rádio – melhor dizendo, eu troco de estação a todo momento. Entre uma música antiga e a pegajosa it’s-britney-bitch, eis que ouço The Same Mistake do tio Blunt. Eu ODEIO aquela maldita You’re Beautiful, mas dessa aqui… bem, dessa aqui eu gostei.

So while I’m turning in my sheets
And once again I cannot sleep
Walk out the door and up the street
Look at the stars beneath my feet
Remember rights that I did wrong
So here I go

There is no place I cannot go
My mind is muddy but
My heart is heavy does it show
I lose the track that loses me
So here I go

And so I sent some men to fight
And one came back at dead of night
Said he’d seen my enemy
Said he looked just like me
So I set out to cut myself
And here I go


I’m not calling for a second chance
I’m screaming at the top of my voice
Give me reason, but don’t give me choice
Cause I’ll just make the same mistake again

And maybe someday we will meet
And maybe talk but not just speak
Dont buy the promises cause
There are no promises I keep
And my reflection troubles me
So here I go

I’m not calling for a second chance
I’m screaming at the top of my voice
Give me reason, but don’t give me choice
Cause I’ll just make the same mistake

So while I’m turning in my sheets
And once again I cannot sleep
Walk out the door and up the street
Look at the stars
Look at the stars falling down
And I wonder where
Did I go wrong?

Um brinde ao velho safado

Em 2004 conheci um gaúcho chamado André: cabeludo, loiro, jeito de maluco, louco por jazz e samba antigo, e fã de Frank Herbert e Tolkien. E de Charles Bukowski também.

Eu nunca tinha ouvido falar em Bukowski. Minto: um primo meu, praticamente uma traça em forma de gente, uma vez me perguntou se eu já tinha me aventurado num Bukowski. Eu tinha uns 18 anos e estava lendo Tolkien, e não me entusiasmei quando ele me fez um resumo das obras dele – ele estava muito envergonhado; na época ainda era um cara “religioso”.

Aí, André entrou na minha vida: noites insones no Japão acompanhadas de muito vinho tinto, nós discutindo sobre ficção-científica, o quanto Arquivo X era bom nas primeiras temporadas, as coisas estranhas que víamos no Japão, e afinal, balrogs tinham asas? E aí ele me falava sobre Bukowski.

_ Guria, tu tem que ler alguma coisa do velho! Se eu achar um livro dele por aí, te compro de presente!

Bem, ele encontrou – mas estava em japonês e, segundo ele, a tradução era uma bosta. Tiraram toda a parte safada do velho. Sacrilégio.

Algum tempo depois, eu já de volta ao Brasil, conheci Rafael. Trocamos telefone, saímos pra ver Old Boy e tudo começou. Nosso primeiro beijo foi numa sessão de cinema de um filme coreano cheio de sangue, armas e vingança, que lindo. Eu enchi a cabeça dele de Clive Barker, ele me encheu de Neil Gaiman, e eu mencionei os autores que ainda não havia lido, mas gostaria de ler. Bukowski era um deles.

Enfim, algo despertou em Rafael e, um belo dia, ele me disse que precisava comprar um livro do velho. Precisava ler Misto-Quente. Tá, compra, então. Acabei achando o livro primeiro e, como ele havia me pedido, comprei. Isso foi na terça-feira. Já estou nas dez páginas finais.

Charles Bukowski escreve de uma forma tão sincera, real e crua que você consegue ver as cenas na sua frente. Sem rodeios, sem floreios, sem os barroquismos que eu tanto gosto. Mas, what the hell, o velho escreve muito bem. Em alguns momentos senti pena de seus personagens; em outros, raiva. Costumo ser muito emotiva com livros: sempre choro quando Gandalf morre, sempre sinto nojo lendo Livros de Sangue – mas nunca os deixo de reler.

Que venha a próxima rodada de Bukowski.

But there’s no place like London!

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Johnny diz: puxe a minha navalha!

Oh sim, eu assisti a Sweeney Todd e, diferentemente de muitos por aí, sabia que era um musical. Saibam que ADORO musicais: Grease – Nos Tempos da Brilhantina, Cantando na Chuva e Pequena Loja dos Horrores são os meus favoritos, só pra citar alguns. E adoro Johnny Depp. E quem não adora? 😛

A transposição do musical da Broadway pra tela, segundo os críticos, foi seguida à risca; talvez isso explique a quantidade de números musicais e pouquíssimos diálogos. Aposto que o autor da peça ficou no pescoço de Tim Burton, dando pitacos sobre o que podia e o que não podia no filme.

Anyways, eu gostei muito do resultado: Johnny, além de ser um ótimo ator, também canta – e bem. Fico imaginando quando deve sair o primeiro álbum da banda góteka que ele vai criar. Sempre achei Helena Bonham Carter a esquisita mais simpática do mundinho do cinema, e A-MEI os vestidos. Estou até pensando em comprar quilômetros de tafetá e pedir pra minha vovó fazer um igual ao dela >_< E o que dizer de Alan Rickman? O cara já foi Metatron, ainda é o Professor Snape, e é um dos homens mais charmosos deste plano astral.

Agora, o que não deu pra aguentar foi aquele não-sobe-nem-sai-de-cima do marinheiro miguxo apaixonado pela cover da Christina Ricci: ouvir “I feeeeel yoooou, Johaaanaaa” pela zilionésima vez ninguém merece. Ele merece ser enterrado vivo junto com o pessoal do Panic! At the Disco. Argh.

Nota: Oito quilos de maminha, de dez possíveis.

Viajando no cozido (sem trocadilhos, por favor)

Estava na casa de mammy no fim de semana. Também estavam meu tio, minha tia-avó (que não gosta quando alguém a chama de tia-avó), minhas irmãs, minha vovó… E o rango era cozido. A pessoa chata aqui não sabe o que é carne vermelha e carne de porco há uns 13 anos. Fiquei só no arroz e nos legumes. How delicious ^^

Então, aí depois bate aquele cansaaaaaço… E me esparramei no sofá munida do grobo nas mãos. Acredita que eles lançaram um concurso literário? É, mais um, dessa vez sobre o Carnaval. Não entendi: tipos, alooou, o entrudo sacana acabou, vocês não perceberam? Faria mais sentido lançar o concurso ANTES e publicar o resultado DURANTE o Carnaval, pelo menos pra mim. O prêmio pro primeiro lugar: um troféu e três mil dinheiros. Cara, com três mil eu ficava um pouquinho feliz.

Então, comecei a bolar uma história maluca sobre um peixe e um vidro de azeitonas, tudo se passando no Carnaval. Oh, sim: o peixe está morto. O título será “Peixe morto e as azeitonas“. Aí ontem eu resolvi comprar uma garrafa de Martini.

Tudo me leva a crer que o cozido não caiu bem.

The show must go on

Munida dos classificados dos últimos dias, uma caneta e caderninho de notas, cá estou eu a procurar um lar para chamar de meu. Vixi, isso dá até sambinha…

Sabe o que é mais curioso? Não importa o tamanho do buraco – se é um conjudado com 15m^2, nenhum quarto, banheiro ínfimo ou não banheiro at all: se é na zona sul, você paga um absurdo de condomínio. O que esse povo tem na cabeça? Não que eu queira morar de frente pra Praia de Botafogo, mas também não estou a fim de me enfiar numa casinha de vila nos cafundós de Madureira. Hey, nada contra Madú: eu só queria ficar num canto que tenha metrô. Meu reino pelo metrô perto de casa >_<

– – –

Whats news: comprei (sem poder) um livro de William Blake. Chama-se O casamento do céu e o inferno e outros escritos. Nem sei o que me deu, eu vi o nome dele e lembrei de todas aquelas gravuras que o tio também fazia. Além do mais, o livro só me custou oito dinheiros. Como não comprar, certo? ^^ Anyways, logo no início ele escreve uma série Provérbios do Inferno. Eis alguns:

  • A Prudência é uma velha solteirona, rica e feia, cortejada pela Incapacidade.
  • Aquele que deseja e não age engendra a peste. 
  • Estejas sempre pronto a dar tua opinião, e os vis te evitarão.
  • Espere veneno da água estagnada.

香取慎吾のシグサ~O jeitim do Shingo

(Nota: putz, aqui estou eu, deitada na minha caminha, tentando pensar em uma boa tradução pra shigusa. Cara, pode ser conduta, pode ser o jeito de se fazer algo… São umemeia da manhã, então vai ficar jeitim mesmo.)

COMO alguém consegue usar uma roupa dessas e não ficar uma coisa menina-tô-lôca??

Simples: ele é o Shingo. Ele pode estar de vestido rosa de bolinhas que continua matcho. *suspiros*