前進あるのみさ~ Avançar é o que há

Momento eu-me-amo: ADORO minhas traduções 😛

Mas não foi pra isso que vim aqui: vim falar sobre a) o niver do Katori Shingo e b) falar do meu avanço. Então vamulá:

Shingo-kun, HAPPY BIRTHDAY!! weeee~~ *batendo palminhas*

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Como diria Rafael, eu só funciono na base da porrada. Hoje levei uma que me fez decidir o que venho enrolando muuuito pra fazer: me mudar e finalmente ter um cafofo pra chamar de meu.

Fui tratada hoje como se tivesse 14 anos. Juropordeus, eu quis sair batendo pezinho e fumar escondido no playground do prédio (não, eu não fazia isso aos 14; mas conheço gente que sim…) Aí eu pensei: peraí, eu tenho 26 anos, trabalho com carteira assinada, não ganho rios de dinheiro mas consigo viver e me divertir quando dá… Tô ouvindo isso pra quê? Tô agüentando isso aqui pra quê?

Me dei um prazo de no máximo 4 meses pra arranjar um apê, abrir o bendito crediário nas Casas Bahia e picar meu camelo daqui. Free your mind, Neo.

告白~declaração

ちょうど今、「差別」という、私の大嫌いな言葉の意味を思い出させました。

Agora a pouco me fizeram relembrar o significado de uma palavra que odeio: preconceito.

 今日は日本広報文化センターで「HATSUGEIKO」というイベントがありました。仕事のすぐそばなので、昼休みだし見に行こうと思いました。そこで、生け花や茶道や、書道などがありました。そして、私の大好評、おもちもありました。おもちにあんこを入れていた日本人の女性が何人もいて、楽しくしゃべりながらおもちを食べてました。

Hoje aconteceu no Centro Cultural do Consulado do Japão um evento chamado HATSUGEIKO. Como fica bem perto do meu trabalho e era no horário de almoço, resolvi comparecer. Lá havia exposições de Ikebana, cerimônia do chá, caligrafia (Shodô), entre outras coisas. E também – o meu favorito – fizeram omochi (bolo de arroz tradicionalmente servido no início do ano). Havia várias japonesas preparando omochi e recheando os bolinhos com doce de feijão, enquanto comiam alguns omochi e conversavam.

 そろそろまた仕事に戻らなきゃと思って、「すみませんが、一個いただいてもいいでしょうか。」と、すごく丁寧で正しく声をかけたら、顔も上げずに優しくない声で「Depois」という返事が来たんです。「あっ、後でですか。わかりました。」とニコニコして、私は元の席に戻りました。

Lembrei que logo teria que voltar pro trabalho; então, com o japonês mais polido que podia, me aproximei do grupo e perguntei se não poderia pegar um bolinho. Uma senhora me respondeu com uma voz pra lá de grossa, sem nem mesmo levantar o rosto pra mim: “Depois”. Eu sorri e respondi: “Depois, é? Ah, entendi”, e voltei pra onde estava.

 そこで、仕事の仲間ですごく優しい人がおもちを食べていて、「えっ?もらわなかったの?」とびっくりしました。その人は日系人の女性でした。近くにいた広報文化センターの女性一人もおもちをもらいました。

Lá também havia uma colega minha de trabalho. Ela olhou pra mim e perguntou: “Ué, você não pegou um?”. Ela estava com um omochi nas mãos. Essa minha colega é descendente de japoneses. Logo ao lado também estava uma funcionária do Centro Cultural, e ela também havia pego um omochi.

 それが完全に差別だと思います。

Isso é pra mim, claramente, um caso de preconceito.

 2008年はブラジルと日本との交流年だということを思い出して、「何が交流だなんて」とむかついたんです。日本移民100周年だと。それでも、なんでこんな心のなくちっぽけな人がいるんですか。

Lembrei que o ano de 2008 foi escolhido como ano de intercâmbio entre Brasil e Japão e, com raiva, pense: Intercâmbio my ass. São 100 anos da Imigração Japonesa. Por que ainda existe gente assim, tão pequena e sem sentimentos?

 今日の経験は私にとって初めてでもないし、最後でもないでしょう。でも、差別を感じたのはココ、ブラジルだけなのです。日本で生活してたとき、「日系人でもないしなんで日本にいる?」とか、「国帰るといい」とか、一回も聞いたことはないんです。だけど、ブラジルに住んでいる日系人、特に二世の人や昔からこっちにいる一世の人からは、何回も何回もこんな嫌な思いをさせました。
 いつになって人は心を広がるのでしょう…

A experiência de hoje não foi a primeira e também não será a última. Mas o lugar onde senti preconceito foi justamente AQUI, só no Brasil. Enquanto morei no Japão nunca me perguntaram, nem mesmo uma vez, “Por que você está no Japão se não é descendente?”, ou me disseram “Volte pro seu próprio país”. Mas dos descendentes que moram no Brasil, especialmente dos nisei (segunda geração) e dos issei (primeira geração) que vieram do Japão há muito tempo sempre ganhei esse tipo de recordação.

Quando será que as pessoas vão começar a abrir suas mentes?…

Quem dera ser um peixe…

Imagine acordar às seis da manhã e perceber que choveu a noite toda. Imagine que você não dormiu em casa – e só lhe resta aquela sandália rasteira que, com certeza, vai pro lixo depois de um dia como hoje. Imagine que a rua virou um rio.

E aí, realizou? Foi a manhã do dia de hoje pra mim. Elisa atravessando rios de água suja, chuvinha chata e irritante caindo sem parar, e aquela certeza de que todos chegaram atrasados no trabalho.

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Aaaaah eu adoro a minha futura sogrinha: além de me fazer carinho no ego, ela ainda fez uma salada de-li-ci-osa neste final de semana. Sabe o que tinha na sala? AIPO ^^w

薔薇のない花屋~bara no nai hanaya

Floricultura sem rosas. Esse é o título da novela dessa estação. Em tempo: no Japão, novelas são exibidas semanalmente, ou seja, em apenas um dia na semana – e duram apenas 3 meses. Não é ótimo você não ter que esperar por UM ANO INTEIRO pra saber como termina a história? ^^

Bara no nai hanaya estreou no dia 14 de Janeiro na FujiTV e alcançou uma boa audiência – e segundo os comentaristas e noveleiros de plantão, a popularidade do novo jdrama só tende a subir. Também, pudera: além do Katori Shingo, ainda tem a Takeuchi Yuuko, que não fazia novelas há séculos e mesmo assim é super popular. A história também é de um autor consagrado.

Assisti ao primeiro capítulo ontem e já gamei. Não pelo motivo “oh-meu-deus-é-o-shingo”, mas porque está cheia de mistérios e as atuações são muito, muito boas mesmo. As primeiras cenas são universais: você não precisa saber nada de japonês pra entender. Comparando com a outra novela que assisti do Shingo Hito ni Yasashiku, de 2002 – eu percebi o amadurecimento dele e uma outra face também: ele está sério. Sério e até mesmo triste. Difícil acreditar naquele palhaço como uma pessoa assim, né? Mas ele está, e está ótimo.

Se quiser se arriscar, procure o arquivo por aí. Eu recomendo http://d-addicts.com/ Infelizmente, ainda sem legendas…