Feud: Bette and Joan

Comentei sobre a série Feud do meu mais novo diretor adorado Ryan Murphy em um post anterior. Terminei toda a primeira temporada e já estou com saudades. Jessica Lange e Susan Sarandon simplesmente davam um show a cada episódio, era de assistir e chorar de tão lindo.

Daí encontrei no YouTube um vídeo feito por alguém abençoadamente paciente, no qual comparam as cenas dos filmes nos quais estrelaram as atrizes originais, Joan Crawford e Bette Davis respectivamente. Vale muito a pena ver.

 

E sobre Ryan Murphy: tô acendendo vela toda semana orando por essa mente brilhante. Que nos traga mais American Horror Story e Feud

O que terá acontecido a Baby Jane?

(Ou: aqui vai uma tentativa de romper o hiatus criativo que minha mente anda sofrendo)

Desde que fiquei sabendo sobre a nova série que irá contar a história da rivalidade entre Bette Davis e Joan Crawford, estabeleci a mim mesma que precisava ver (e rever, em alguns casos) os filmes dessas grandes estrelas de Hollywood.

A série que irá estrear este ano pelo canal FX chama-se Feud: Bette and Joan, e é do mesmo criador de American Horror Story, Ryan Murphy. No elenco teremos Jessica Lange como Joan Crawford e Susan Sarandon como Bette Davis.

Reconheço que assisti menos filmes em preto e branco americanos do que gostaria, mas dentre eles tem pelo menos dois estrelando Bette Davis. Eu já a adorava simplesmente por causa da música Bette Davis’ Eyes

Imagem relacionadaMas enfim, neste fim de semana assisti a O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane), filme de 1962. Eu já havia assistido a algumas cenas, mas nunca ao filme todo. Minhas expectativas estavam altas e eu não me decepcionei.

Baby Jane Hudson (Bette Davis) é uma antiga estrela mirim de teatro vaudeville que, como costumava acontecer, perdeu sua fama conforme foi envelhecendo. Sua irmã Blanche (Joan Crawford) acaba crescendo e se tornando uma grande estrela de cinema. Porém, após um misterioso acidente de automóvel do qual Jane é tida como culpada, Blanche acaba ficando paraplégica e recolhe-se do mundo e passa a depender de sua irmã Jane para tudo. O trailer do filme é uma delícia.

Baby Jane é uma vilã formidável: alcoólatra, mentalmente desequilibrada, totalmente apegada à sua infância gloriosa, ela odeia a irmã e a maltrata física e psicologicamente sempre que pode. Todas as tentativas de Blanche para pedir ajuda são frustradas. Ela se encontra totalmente à mercê de sua irmã.

Gostei muito da trilha sonora, é bem característica dos filmes da época, com temas de fundo grandiosos e em compasso com as cenas. Tem uma canção específica que está na minha cabeça até agora: I’ve written a letter to daddy, que é cantada várias vezes e tem um tema instrumental também. A minha cena favorita com esta canção é quando Baby Jane canta, já mais velha:

 

A Blanche interpretada por Joan Crawford é bastante introspectiva, acuada, medrosa, representando bem como alguém passa a se comportar ao sofrer abusos psicológicos. Reconheço que adoro todas as cenas em que Jane fala alguma coisa para ferir Blanche (eu tenho um fraco por vilãs). São duas grandes atrizes aproveitando suas contendas fora das telas para nos dar representações memoráveis. O filme recebeu cinco indicações ao Oscar, entre elas Melhor Atriz (Bette Davis) e Fotografia Preto e Branco e Figurino, ganhando apenas este último. Tanto Joan Crawford quanto Bette Davis foram indicadas ao BAFTA de Melhor Atriz Estrangeira.

Encontrei no Medium um texto (em inglês) muito interessante sobre o filme e o diretor Robert Aldrich. Vale a pena a leitura 😉