Ba-ba-dook-dook-dook

Imagem relacionada

Eu ando muito atrasada em tudo: nas minhas leituras (de livros e quadrinhos), nos meus escritos, na minha volta aos exercícios físicos, nas minhas séries e filmes… Daí semana passada dei um pause na maratona de Absolutely Fabulous  e resolvi ver um filminho de terror. Só pra relaxar, sabe.

O Babadook é um filme australiano de 2014, muito bem dirigido e com um roteiro bem amarrado. Acompanhamos a vida de uma mulher, viúva e com um filho prestes a fazer sete anos. Ela vive sob o trauma da morte do marido: ele morreu em um acidente de automóvel enquanto os dois seguiam para a maternidade. O relacionamento dela com o filho é conturbado, e o guri está naquela idade de ver monstros embaixo da cama, dentro do armário, nos cantos escuros do quarto…

À noite, quando ela vai pôr o filho para dormir, ele pede que ela leia uma história. Ela encontra na estante do quarto um livro de capa vermelha e uma figura sinistra desenhada. O título do livro: O Babadook.

If it’s in a word, or if it’s in a book
you can’t get rid of the Babadook
If you’re a really clever one
You’ll know just what to see
And you can be friends with a special one
A friend of you and me
His name is Mister Babadook
And this is his book
A rumbling sound then 3 sharp knocks
Ba BA-ba dook, dook, DOOK

Se está numa palavra, ou se está num livro
Você não pode se livrar do Babadook
Se você for esperto
Vai saber o que ver
E você pode ser amigo de alguém especial
Um amigo meu e seu
Seu nome é Senhor Babadook
E este é o seu livro
Um som estrondoso, e depois 3 batidas fortes
Ba BA-ba dook, dook, DOOK

 

Medo, angústia, depressão pós-trauma, solidão… Tem tudo isso neste filme. O melhor de tudo é ver o uso maravilhoso de som e sugestão do terror. Ótima pedida para quem gosta do gênero. Recomendo também o vídeo do canal Entre Planos sobre o filme – mas cuidado, tem spoilers:

Boa noite, mamãe (2014)

goodnight-mommy-2014-3
Crianças, cara. Aterrorizantes.

Encontrei este título em uma lista de filmes de terror que saem da mesmice dos sustinhos, tripas e sangue falso. Claro que, para assisti-los, teremos de recorrer ao Netflix ou à famosa locadora do Paulo Coelho.

Boa noite, mamãe – título original Ich seh, ich seh – é um filme austríaco que estreou no Festival de Veneza de 2014, mas foi lançado no Brasil em 2015. Ao procurar pelas informações do título, descobri que a direção foi feita por duas pessoas, algo raro.

Sinopse: irmãos gêmeos moram em casa de campo com sua mãe que acabou de passar por uma cirurgia estética profunda. Eles acham que ela não é a mãe deles de verdade.

São poucos diálogos, trilha sonora minimalista, enquadramento muito bem pensado. Logo no início dá pra perceber que há algo de muito, muito estranho acontecendo entre os personagens: é bom prestar bastante atenção à interação entre os três (e como são poucos atores, isso não é nada difícil). Adorei o filme e já quero procurar mais obras dos diretores. Recomendo a crítica do site Boca do Inferno para mais informações.

O que irá preencher o vazio de Game of Thrones na minha vida?

Desde o meio da quinta temporada, desisti de acompanhar a adaptação de Game of Thrones. Muitos foram os motivos: a falta de sentido e coesão no roteiro, as muitas (MUITAS!) mudanças com relação aos livros, a violência contra a mulher em situações desnecessárias… Enfim, eu fiz o que achei melhor: parei de dar audiência – e não pretendo voltar atrás nessa decisão.

Desde então, venho procurando outras séries para preencher o vazio. Já sei que não vou entrar em série que está no hype, com o amor da galera, tipo The Walking Dead – mesmo porque eu dei três chances para TWD e ela não me conquistou – ou, sei lá, Modern Family. Acho que não nasci pra comédia ou zumbis…

Encontrei algumas boas candidatas a substituir GoT no meu coraçãozinho. Vamos lá:

The Frankenstein Chronicles

the_frankenstein_chronicles
Fonte: veja.abril.com.br

Ano de estréia: 2015
Gênero: Crime, drama
Quem: Sean Bean
Canal: iTV (Reino Unido)
Resumo: Sim, mais uma história sobre o Doutor Frankenstein e seu monstro, mas dessa vez centrada em um detetive da polícia que precisa resolver um mistério. Corpos mutilados são encontrados pela cidade de Londres e o detetiva John Marlott (meu adorado Sean Bean) é designado para este caso. A tensão em assistir qualquer coisa com ele é que a gente fica na ponta da cadeira, rezando para que não o matem tão cedo…
Apesar de gostar muito da leitura para o Frankenstein apresentada em Penny Dreadful, estou ansiosa para ver como esta série irá se sair. Só assisti ao primeiro episódio e ainda não apareceu o doutor. Vejamos mais para frente como será. E caras…. APARECE A MARY SHELLEY. Eu tenho que ver este negócio.

Penny Dreadful

Ano de estréia: 2014
Gênero: Terror, fantasia
Quem: Eva Green, Timothy Dalton
Canal: HBO e Showtime (EUA)
Resumo: Em Londres da era vitoriana, somos apresentados a vampiros,lobisomens, monstros de Frankenstein, Dorian Grey passando o rodo em geral, uma bruxa cristã (pode isso, Arnaldo?), muito sangue e sensualidade. Se você gosta de séries e filmes de terror e fantasia, esse é o lugar para se estar. Estou aguardando ansiosamente pela próxima temporada. Já amava a Eva Green antes e nesta série o sentimento só aumentou. Ela está fenomenal e todo o elenco de apoio também. Meu personagem favorito é o Dr. Frankenstein

Salem

Ano de estréia: 2014
Gênero: Fantasia, suspense, terror
Quem: Lucy Lawless!
Canal: WGN (EUA)
Resumo: Bruxas e bruxos fingindo-se de puritanos numa Salem infestada de superstições. O forte desta série, no meu ponto de vista, são as intrigas que eles têm de fazer para manter as aparências e não serem torturados, queimados e mortos pelos reais puritanos. Tem bastante sensualidade e tals, mas não gosto muito da maneira como a série mostra a Bruxaria: em muitas partes é aquilo de “eu sirvo o senhor do escuro que come criancinhas e vai trazer um reinado de maldade e trevas HAHAHA”. Está sendo um bom substituto para Supernatural, na verdade. Subiu bastante no meu conceito na segunda temporada, quando Lucy Lawless (a eterna Xena!) entrou na história. Foi renovada para a terceira temporada. A música de abertura é bem boa, apesar de ser do Marilyn Manson (não sou fã, sorry pra quem é).

Outlander

outlander
Fonte: maissobreasmelhoresseries.blogspot.com

Ano de estréia: 2014
Gênero: Drama, romance, fantasia
Quem: Sam Heughan
Canal: Starz (Reino Unido, Escócia)
Resumo: Enfermeira da Segunda Guerra encosta numa pedra que na verdade é um portal para viajar no tempo e vai parar em 1743, em plena Escócia em guerra com a Inglaterra. E é claro que eu sou partidária dos Scots, porque… Razões 😛
Estou ainda no capítulo seis, mas me pegou de jeito: já teve dia de assistir a uns três epis direto. Vale a pena ver pela representação de época – e recomendo com legenda, porque os Scots misturam inglês com gaélico que é uma beleza.

 

Divulgando: Deserto dos Desejos

Meu confrade Pablo Amaral, com quem tive a honra de participar na minha primeira empreitada publicada, está preparando um e-book. Estou dando aquela mãozinha revisora, sendo a chata que acrescenta vírgulas e verifica concordâncias, enchendo a caixa de email, essas coisas.

A divulgação de seu e-book, intitulado Deserto dos Desejos, será feita pelo blog Boteco do Pablo. Por enquanto podemos acompanhar seus comentários sobre o trabalho de polimento do texto, saber como surgiu a ideia para o livro e afins. Eu, enquanto madrinha coruja, também estou ajudando a espalhar a boa nova.

Assim como eu, Pablo adora histórias de terror. Ele inclusive fala sobre isso lá no Boteco. Preparem seus corações…